Empresas chinesas desenvolvem robôs com IA para atender em lojas, farmácias e restaurantes
País tem cerca de 200 empresas focadas em modelos humanoides para reduzir custos e realizar tarefas como atender e cozinhar.
Por Redação Diário Local
O setor de robótica na China vive um ritmo acelerado de crescimento com o desenvolvimento de modelos humanoides equipados com inteligência artificial (IA). Atualmente, cerca de 200 empresas no país se dedicam à produção de máquinas capazes de executar tarefas em variados setores de serviços, como farmácias, lojas e restaurantes.
O foco principal do setor é criar modelos inteligentes para realizar atividades simples e repetitivas. O objetivo é substituir a mão de obra humana em funções específicas para reduzir os custos operacionais das companhias.
Já existem tecnologias preparadas para realizar diversas operações do cotidiano, incluindo o atendimento ao cliente, a busca de produtos em prateleiras, o empacotamento de itens e até o preparo de alimentos. Esses modelos foram destaque em eventos recentes de tecnologia na cidade de Xangai.
Qual é a meta do governo chinês para o setor?
A expansão dos robôs é incentivada pelo governo chinês para fortalecer a dominância das empresas locais no mercado global e aumentar a eficiência econômica. Para o ano de 2026, o governo estabeleceu a meta de ter ao menos 10 mil exemplares em operação comercial.
Embora alguns robôs já operem em lojas na China, a presença de um monitor humano ainda é necessária. A expectativa é que essa necessidade diminua nos próximos anos devido ao avanço dos chips, que garantem uma capacidade de aprendizado mais rápida para as máquinas.
O impacto financeiro dessa evolução é expressivo. Consultorias do setor estimam que o mercado de robôs humanoides na China deve alcançar o valor de US$ 15 bilhões até o ano de 2030.
Como funciona a automação nas fábricas chinesas?
Na indústria, a automação já é uma realidade consolidada, com fábricas operando de forma quase totalmente independente da intervenção humana. Em alguns casos, linhas de produção funcionam 24 horas por dia para produzir itens em larga escala sem operadores locais.
O setor caminha para um período de convivência técnica, no qual humanos e máquinas trabalharão juntos. Nesse cenário, trabalhadores poderão pilotar robôs de grande porte, conhecidos como "mechas", para realizar tarefas de alta complexidade ou esforço físico.
Um exemplo é o modelo GD01, fabricado pela empresa Unitree. O robô, apresentado em maio deste ano, é um modelo pilotável projetado para o manejo de cargas pesadas e pode atingir mais de 3 metros de altura. Uma unidade do equipamento é avaliada em US$ 650 mil (R$ 3,2 milhões).
