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Astronomia

Eclipse solar total de 2026 acontece na próxima quarta-feira (12); veja como acompanhar

Fenômeno será visível em parte da Europa e Rússia; no Brasil, o espetáculo poderá ser acompanhado por transmissões na internet.

Por Redação Diário Local

O eclipse solar total de 2026 deve ocorrer na próxima quarta-feira (12), quando a Lua passará entre a Terra e o Sol. O fenômeno, que será o único eclipse solar total deste ano, provocará o escurecimento do céu em partes da Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e em uma pequena área de Portugal.

No Brasil, o eclipse total não será visível em todo o território. De acordo com cálculos do portal Time and Date, uma fase parcial extremamente limitada poderá alcançar uma pequena área no extremo leste do Rio Grande do Norte entre 16h15 e 16h43.

Em grande parte do país, o espetáculo não será observado diretamente. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Manaus e Vitória não terão visibilidade do fenômeno, inclusive no Espírito Santo, onde não haverá escurecimento significativo.

Por que e quando o eclipse acontece?

O eclipse solar ocorre quando o alinhamento entre os astros faz com que a Lua cubra o disco solar. A primeira fase parcial deve começar às 12h34, no horário de Brasília, enquanto a fase total deve ter início às 13h58.

O momento de máxima intensidade do fenômeno está previsto para as 14h46. A trajetória da sombra indica que o último local do planeta a observar a totalidade deixará de vê-la por volta das 15h34, com o encerramento da fase parcial ocorrendo às 16h57.

A duração máxima da totalidade será de aproximadamente 2 minutos e 18 segundos, registrada sobre o Oceano Atlântico, próximo à costa da Islândia. Em terra firme, o tempo de escuridão varia conforme a proximidade do observador com o centro da faixa de sombra.

Onde será possível ver a totalidade?

A observação completa só ocorre dentro da umbra, a parte mais escura da sombra da Lua. O caminho da sombra percorrerá uma região remota do norte da Rússia, o Oceano Ártico, a Groenlândia e a Islândia antes de atingir o continente europeu.

A Espanha será um dos principais destinos para o evento, com cidades como Bilbao, Zaragoza, Valência, Burgos, Valladolid, A Coruña e Palma de Mallorca localizadas dentro ou próximas à faixa de totalidade. Em Portugal, apenas o nordeste poderá registrar a ocultação completa.

A visibilidade do fenômeno também depende das condições meteorológicas. Mesmo em áreas dentro da faixa de totalidade, a presença de nuvens densas pode impedir que o Sol seja visto durante o processo.

Como assistir ao fenômeno ao vivo?

Como o eclipse total não atinge o Brasil, a alternativa para acompanhar o evento é por meio de transmissões na internet. O portal Time and Date e diversas agências espaciais e observatórios costumam disponibilizar imagens ao vivo.

As transmissões devem começar ainda durante a fase parcial, antes das 13h58. Será possível alternar entre câmeras posicionadas na Groenlândia, Islândia e Espanha para acompanhar o momento máximo às 14h46.

Quais os cuidados para não ferir os olhos?

Quem estiver em regiões de visibilidade direta não deve olhar para o Sol sem proteção adequada. Óculos escuros, lentes de câmeras, chapas de raio X ou vidros escurecidos não oferecem a segurança necessária contra a radiação.

A orientação é utilizar óculos próprios para eclipses, certificados pela norma internacional ISO 12312-2. Equipamentos como telescópios e binóculos precisam de filtros solares na parte frontal para evitar lesões graves causadas pela concentração de luz.

Para quem acompanhar o eclipse pelo Brasil via computadores, celulares ou televisão, não há riscos à saúde visual. A proteção física só deve ser retirada para observação direta se o indivíduo estiver dentro da faixa de totalidade completa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.