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Amazônia

Museu da Zoologia da USP abre exposição gratuita sobre a biodiversidade da Amazônia

Mostra destaca o papel de pequenos animais, como insetos e anfíbios, na formação da megabiodiversidade do bioma amazônico

Por Davy Albuquerque

O Museu de Zoologia da USP abriu ao público a exposição temporária “Amazônia: Descobertas”, que destaca o papel de pequenos animais na megabiodiversidade do bioma. A mostra tem entrada gratuita e segue disponível até 31 de maio de 2027, com visitação de terça a domingo, das 10h às 17h.

A iniciativa busca inverter a lógica tradicional de observar a Amazônia por meio de sua imensidão, focando em seres como insetos, anfíbios, aves, mamíferos e camarões. Segundo Luís Fábio Silveira, diretor do Museu de Zoologia da USP, esses animais formam interações complexas e são os responsáveis pela diversidade do bioma.

Entre os destaques da mostra estão os dípteros, grupo que inclui moscas e mosquitos. Os insetos, que medem cerca de 3 cm, exercem funções de predação, polinização e parasitismo. O grupo também recebe atenção por sua relevância médica e econômica, já que engloba vetores de doenças como o mosquito-da-dengue, o mosquito-da-malária e o mosquito-palha.

O que se pode ver na mostra?

As aves também possuem espaço central, visto que o Brasil detém a maior diversidade do mundo nesse grupo, com mais de mil espécies registradas na Amazônia. O público pode conferir exemplares como o galo-da-serra, o frifrió e a cabeça-de-prata.

A exposição foi planejada para garantir acessibilidade, com itens posicionados em altura reduzida para crianças e cadeirantes. O percurso oferece modelos ampliados, placas em braile e uma atividade tátil que permite tocar a pele de animais amazônicos por meio de um orifício.

Há ainda um espaço de interação onde os visitantes podem registrar impressões sobre a mostra em post-its, funcionando como uma espécie de rede social analógica.

Nova espécie de besouro pode ter nome escolhido pelo público

Uma das atrações é a apresentação de uma nova espécie de besouro-de-correnteza, da família Elmidae, que habita riachos e igarapés da Amazônia brasileira. O inseto mede entre 1 e 8 mm e foi identificado a partir de uma parceria entre o pós-doutorando Thiago Polizei, do museu, e a pesquisadora Neusa Hamada, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

Na atividade “Por trás dos nomes”, os visitantes podem votar entre três opções para o nome científico da espécie: Heterelmis iacamiabas, Heterelmis waimiriatroari ou Heterelmis kinja. O resultado da votação será incluído no artigo científico que formalizará a descrição do besouro.

A exposição está localizada na Avenida Nazaré, 481, no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.