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Tecnologia

Pesquisas sobre Ratanabá utilizam tecnologia de laser para mapear estruturas na Amazônia

Mapeamento a laser (LiDAR) permite identificar ruas e estruturas na floresta sem a necessidade de desmatamento.

Por Redação Diário Local

As pesquisas sobre Ratanabá, conduzidas pela Dakila Pesquisas, utilizam a tecnologia LiDAR para mapear estruturas na Amazônia brasileira por meio de pulsos de laser. O método permite registrar o relevo da região sem a necessidade de desmatamento para a visualização do solo.

O mapeamento, que teve levantamentos realizados em 2022, identificou uma área monitorada de 95 hectares. Os dados apontam a existência de pelo menos 30 quadras e 30 ruas, sendo que a via principal da área ultrapassa 16 quilômetros de extensão.

Além do traçado urbano, os registros indicam duas estruturas com formatos semelhantes a torres em meio à mata, com medidas que variam entre 49 por 7 metros e 71 por 14 metros. Há também uma abertura de aproximadamente 18 metros de diâmetro, que é tratada como uma possível entrada de galeria conectada ao Caminho do Peabiru.

Como funciona a análise técnica?

O arqueólogo e geógrafo Saulo Ivan Nery elaborou um parecer técnico baseado nas imagens do LiDAR. A análise fundamenta-se nos pilares da geologia, geomorfologia e padrões de drenagem para entender a formação da paisagem.

Segundo Nery, a paisagem possui origem antrópica, o que significa que o formato do terreno é resultado da ação humana. Para chegar a essa conclusão, foram utilizados dados topográficos e hidrográficos do Exército Brasileiro e do IBGE.

O estudo identificou 29 cortes no terreno, sendo que 25 deles possuem formato reto e quatro são sinuosos. A tecnologia LiDAR possibilitou o registro exato da profundidade, largura e extensão desses cortes, o que sustenta a identificação das quadras observadas do alto.

Histórico e custeio das pesquisas

Os trabalhos são liderados por Urandir Fernandes de Oliveira, presidente da associação Dakila Pesquisas, com foco nas Linhas de Apiacás, em Mato Grosso. Os levantamentos são custeados integralmente pela própria associação.

Em 2023, o grupo apresentou um artigo científico sobre as formações em Ratanabá durante o 14º Simpósio Nacional de Geomorfologia (SINAGEO), realizado em Corumbá (MS). O foco do trabalho foi o uso da tecnologia LiDAR na investigação da região.

A associação informou que não realiza coleta, retirada ou transporte de materiais nos locais estudados. Os achados são comunicados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e encaminhados aos órgãos competentes para o devido registro e acompanhamento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.