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Aumento de ataques via IA exige que seguro cibernético seja padrão para pequenas empresas

Especialistas alertam que inteligência artificial amplia escala de ameaças e reduz tempo de resposta contra invasores.

Por Redação Diário Local

O seguro cibernético deve passar a ser oferecido como um item padrão nos programas de proteção para pequenas e médias empresas, em vez de um complemento opcional, para aumentar a adoção do setor. A proposta visa proteger negócios que ainda possuem baixa cobertura, especialmente diante do aumento da sofisticação de ataques impulsionados por inteligência artificial (IA).

A adesão à cobertura cibernética entre empresas menores é inferior a 25%, conforme estimativas detalhadas durante a Conferência de Risco Cibernético da Zywave, realizada em Nova York. O cenário exige uma mudança estrutural na forma como o produto é comercializado para garantir maior segurança ao mercado.

Para elevar os índices de proteção, a recomendação é transformar o modelo atual de adesão voluntária (opt-in) em um modelo de exclusão (opt-out). Isso significa que a cobertura passaria a integrar automaticamente os pacotes de seguros, deixando de ser um item que o cliente precisa solicitar especificamente.

Atualmente, o problema reside na forma de venda. Enquanto seguros patrimoniais e contra acidentes de trabalho são vistos como necessidades essenciais pelas empresas, o seguro cibernético costuma ser tratado por corretores como um adicional de conveniência, muitas vezes apresentado apenas como uma sugestão baseada em notícias recentes.

Por que a IA preocupa o setor de seguros?

A inteligência artificial está aumentando a escala e a velocidade de ameaças já conhecidas, como phishing, ransomware e a exploração de vulnerabilidades. A tecnologia não cria necessariamente novas categorias de prejuízo, mas torna os ataques existentes muito mais rápidos e abrangentes.

Outro risco importante é a capacidade da IA de acelerar a identificação de vulnerabilidades críticas em sistemas. Esse avanço reduz o intervalo de tempo entre a descoberta de uma falha e a sua exploração por invasores, diminuindo o tempo de reação disponível para defensores e seguradoras.

A agilidade proporcionada pela IA pode, a longo prazo, transformar-se em um problema sistêmico para o mercado. Com ataques mais frequentes e difíceis de conter no curto prazo, a pressão sobre a resiliência das empresas e a sustentabilidade dos seguros aumenta.

Foco na continuidade de negócios

Especialistas defendem que o setor deve abandonar as vendas baseadas no medo e passar a apresentar o seguro cibernético como um produto de continuidade de negócios. O objetivo é tratar a proteção digital como uma ferramenta essencial para manter a operação da empresa funcionando.

Com a evolução da IA, a conversa sobre segurança deve focar na inevitabilidade dos riscos. A abordagem sugerida é garantir que o seguro seja visto como uma parte indispensável da infraestrutura necessária para que o empreendedor mantenha sua atividade ativa diante de crises tecnológicas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.