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Agronegócio

Marca de chá capixaba conquista duas medalhas de ouro em Paris e planeja internacionalização

Pranai Chás recebeu dois prêmios internacionais em dezembro de 2025 e utiliza certificação para expandir exportações.

Por Redação Diário Local

A marca capixaba de chás premium Pranai conquistou duas medalhas de ouro no concurso internacional Teas of the World, em Paris. O reconhecimento, ocorrido em dezembro de 2025, marca o início do plano de internacionalização da empresa, que utiliza a qualificação do Programa de Apoio à Exportação (PEIEX), executado pela ApexBrasil no Espírito Santo, para acessar o mercado externo.

As medalhas foram atribuídas aos produtos Sweet Orange e Origens. O prêmio aconteceu nas categorias de blends com base de Camellia sinensis e de infusões puras sem o uso de aromatizantes artificiais. A competição contou com a participação de mais de 300 marcas de países como Japão, China, Índia, Sri Lanka e Taiwan.

O Brasil foi representado por apenas duas marcas no evento promovido pela agência francesa AVPA, que há 25 anos avalia produtos agrícolas de origem. A fundadora da Pranai, Bárbara Borges, explicou que a premiação abrangeu diversas famílias tradicionais, incluindo chá branco e chá preto.

Crescimento do mercado de chás premium

O movimento de expansão da marca acompanha o crescimento do setor de chás de alta qualidade. Segundo levantamento da Scanntech, o mercado de chá premium no Brasil cresceu 56,1% em volume no varejo no período entre 2022 e 2025.

A tendência está ligada ao conceito de bem-estar cotidiano, em que o consumo de chás passa a ser visto como uma experiência de autocuidado e gastronomia. No cenário global, a Grand View Research projeta que o setor cresça 6,5% ao ano até 2033, podendo atingir US$ 115 bilhões.

No mercado brasileiro, a expectativa é de que o setor salte de US$ 577 milhões para US$ 827 milhões até 2034. Esse crescimento abre espaço para marcas que trabalham com rastreabilidade e identidade de ingredientes.

Potencial da biodiversidade brasileira

Apesar de o Brasil não ser um produtor tradicional de Camellia sinensis — planta que serve de base para os chás preto, verde, branco e oolong —, o país possui uma vasta diversidade de plantas medicinais e aromáticas. A produção de Camellia sinensis no território nacional ainda é considerada pequena e concentrada no Vale do Ribeira, em São Paulo.

Especialistas apontam que a diversidade botânica brasileira permite o desenvolvimento de blends e infusões com características únicas, o que pode seguir o caminho de especialização observado no mercado global de cafés especiais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.