Diário Local
China

China conclui maior compra de soja dos EUA em sete meses

País asiático encomenda 472 mil toneladas da commodity, o maior pacote registrado desde novembro do ano passado, segundo o USDA.

Por Diário Local

A China efetuou a maior compra de soja dos Estados Unidos em sete meses. O governo chinês encomendou 472 mil toneladas da commodity na quarta-feira (8), representando o maior pacote de encomendas desde novembro do ano passado, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A operação foi fechada por exportadores privados norte-americanos. Do montante total, 136 mil toneladas referem-se à safra 2025/2026 e 336 mil toneladas pertencem ao ciclo 2026/2027.

O volume atual supera a última grande movimentação registrada em novembro de 2025, quando os Estados Unidos realizaram o embarque de 720 mil toneladas para o mercado asiático. Desde o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, ocorrido na Coreia do Sul em outubro, o USDA contabilizou 23 ordens de compra para a China, somando 6,2 milhões de toneladas.

A retomada das negociações possui forte componente político. Antes da reunião entre os líderes, a China havia suspendido as encomendas de soja norte-americana, o que provocou uma retração no comércio da commodity. O fluxo entre os dois países caiu de US$ 12,6 bilhões em 2024 para US$ 3 bilhões em 2025.

A pressão sobre o governo dos Estados Unidos era alta, especialmente porque os produtores rurais foram uma base de apoio importante para a eleição de Donald Trump em 2024. A China é o principal destino das exportações de soja dos norte-americanos, e a queda nas vendas era um ponto de tensão constante.

Em fevereiro, Trump havia mencionado, após conversa telefônica com Xi Jinping, a intenção chinesa de elevar as compras para 20 milhões de toneladas nesta temporada e 25 milhões no próximo ciclo. Embora a China não tenha confirmado oficialmente esses números, o país tem seguido com a retomada das encomendas.

Apesar da retomada das importações norte-americanas, o cenário para os produtores brasileiros não apresentou retração imediata. Os Estados Unidos seguem como competidores diretos do Brasil no mercado chinês, mas o fluxo de exportação brasileiro manteve a estabilidade.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a exportação de soja do Brasil para a China no primeiro semestre de 2026 permaneceu no mesmo nível registrado no mesmo período do ano passado.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.