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Ricardo Couto

Governador em exercício do Rio revoga programa de Cláudio Castro que previa compra de 200 mil câmeras

A decisão do governador em exercício impede que o Estado assuma o gasto de R$ 2 bilhões previsto para a aquisição do equipamento

Por Diário Local

O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, assinou um decreto que revoga o Programa Sentinela. A medida cancela a aquisição de 200 mil câmeras de monitoramento que estava prevista pela gestão anterior.

A decisão impede que o Estado assuma uma despesa estimada em cerca de R$ 2 bilhões aos cofres públicos. O decreto será publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (26).

O Programa Sentinela havia sido criado durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro. O projeto previa a instalação massiva de equipamentos de segurança em diversas regiões do estado.

Segundo o governo, a revogação faz parte de um processo de auditorias internas. Essas auditorias estão sendo conduzidas pela atual gestão para revisar atos, contratos e programas que foram herdados.

O foco principal dessa revisão é a racionalização dos gastos públicos. A administração busca garantir que os recursos estaduais sejam aplicados de forma mais eficiente.

Além da economia direta, a medida visa o fortalecimento da responsabilidade fiscal no Rio de Janeiro. A gestão busca evitar o comprometimento do orçamento com projetos de alto custo.

A interrupção do programa evita que o Estado assuma o compromisso financeiro bilionário que estava previsto no decreto anterior.

Com a medida, o governo prioriza o controle de despesas previstas para as próximas gestões. A auditoria de contratos herdados segue como parte da estratégia de gestão fiscal.

O planejamento inicial do programa previa a compra de 200 mil unidades de câmeras. O montante de R$ 2 bilhões era o valor projetado para cobrir todo o projeto.

A revisão de programas herdados é uma prática adotada para verificar a viabilidade dos projetos sucessores. O objetivo é identificar contratos que possam impactar o equilíbrio das contas públicas.

Até o momento, a administração não detalhou outros programas que passam por processos semelhantes de auditoria. A medida atual foca especificamente no cancelamento do Sentinela.

A publicação oficial desta quinta-feira formaliza a interrupção definitiva das aquisições previstas no plano do ex-governador.

O cancelamento impacta diretamente o cronograma de segurança pública que previa o uso desses novos equipamentos. O Estado agora reavalia suas prioridades de investimento em monitoramento.

A decisão reforça o posicionamento da atual gestão em relação ao controle de grandes gastos de capital. O foco permanece na gestão de contingências e na sustentabilidade fiscal do estado.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.