Possível retorno do licenciamento ambiental para o arroz em SC gera preocupação em produtores
Entidades alertam que a possível volta da exigência de licença ambiental para o cultivo de arroz pode elevar custos e afetar pequenos produtores.
Por Redação Diário Local
A possível retomada do licenciamento ambiental para a produção de arroz em Santa Catarina tem gerado preocupação entre entidades representativas do setor agrícola. O debate central gira em torno do aumento potencial dos custos de produção e do impacto direto que a medida pode exercer sobre a atividade no estado.
Entidades do agronegócio alertam que a volta dessa exigência pode elevar os custos operacionais dos agricultores. O setor destaca que o impacto financeiro e burocrático será sentido de forma mais intensa pelos pequenos produtores de arroz, que possuem menor capacidade de absorção de novos gastos.
O movimento ocorre em um momento de planejamento para a safra de arroz 2026/27, que deve ser influenciada pelo fenômeno climático El Niño. Nesse cenário, o preparo antecipado do solo tem ganhado importância para garantir a produtividade do cultivo.
A preocupação das entidades envolve a dinâmica econômica da cadeia produtiva catarinense. Caso o licenciamento seja implementado, novas etapas de conformidade ambiental serão necessárias antes do início dos ciclos de plantio.
Para os produtores, a medida representa um desafio de gestão de custos em um período de incertezas climáticas. O foco das discussões atuais é evitar que a burocracia comprometa a rentabilidade da cultura no estado.
Especialistas e representantes do setor acompanham o desenrolar das discussões sobre a regulamentação ambiental. O objetivo é entender como a normativa será aplicada e quais serão os prazos para os produtores se adequarem.
O setor aguarda definições que permitam o planejamento seguro da próxima safra. A estabilidade nos processos de licenciamento é vista como fundamental para a manutenção da competitividade do arroz catarinense.
Até o momento, o debate foca nos impactos econômicos que a exigência pode trazer para a estrutura de custos das propriedades rurais em Santa Catarina.
