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Agronegócio

Oferta reduzida de limão tahiti eleva preços e impulsiona exportação no Noroeste paulista

Cotações do limão tahiti sobem no mercado interno e externo devido à baixa oferta durante a entressafra e impactos climáticos.

Por Redação Diário Local

As cotações do limão tahiti registram alta tanto no mercado interno quanto no volume de exportação, impulsionando a atividade no Noroeste paulista. A reação dos preços ocorre diante da oferta limitada da fruta durante o período de entressafra.

Desde o início de 2026, os citricultores enfrentaram dificuldades para comercializar o produto, com preços que ficavam abaixo dos custos de produção nos pomares. O cenário atual busca reverter essa tendência, embora ainda existam desafios com os altos custos de fertilizantes e impactos climáticos.

Os desequilíbrios causados pela passagem do fenômeno El Niño no Brasil trouxeram reflexos na colheita. O excesso de chuva e o frio no início do ano provocaram a queda de frutos das árvores, o que deve comprometer a produção total da safra deste ano.

Por que a safra pode ser menor?

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que, embora a qualidade do limão tahiti esteja alta, a oferta está restrita pela entressafra. Essa escassez é o que sustenta a valorização dos preços.

A expectativa para a safra que será colhida após setembro é de uma produção menor em comparação ao ano passado. O problema começou nas fases de indução no início do ano, quando o clima chuvoso prejudicou o florescimento das plantas, mesmo com o uso de desfolha química.

Produtores da região estimam que a redução na safra deste ano possa ficar entre 50% e 60% em relação à safra anterior. Além das chuvas, o custo elevado de insumos e da mão de obra também impactou a viabilidade da produção.

Exportação em alta

O estado de São Paulo responde por mais de 70% da safra nacional de limão, com a região de Catanduva figurando como o principal polo exportador. O volume de embarques tem crescido para mercados na União Europeia, Canadá, Reino Unido e Chile.

Segundo levantamento da cooperativa Cooperlimão, o volume de exportação entre junho de 2025 e julho de 2026 teve um aumento de 9%. Entre os anos de 2024 e 2025, o crescimento na exportação foi de 18%.

Dados da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento reforçam o desempenho do setor: no primeiro semestre de 2025, foram exportadas mais de 81 mil toneladas da fruta, o que gerou uma receita de US$ 72 milhões, representando alta de 21% em relação ao primeiro semestre de 2024.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.