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Agronegócio

Governo de São Paulo atualiza regras para combate ao Greening na produção de mudas cítricas

Novas normas classificam municípios paulistas por incidência da doença e podem exigir erradicação de plantas de até três anos.

Por Davy Albuquerque

O Governo de São Paulo atualizou as regras para o controle do Greening (HLB) na produção de mudas cítricas no estado. A nova normativa estabelece a classificação dos municípios paulistas de acordo com a incidência da doença e altera os procedimentos de erradicação de plantas infectadas.

Uma das principais mudanças é o enquadramento dos municípios conforme o nível de ocorrência do HLB/Greening. Para essa classificação, são consideradas as áreas em que a doença está presente em, pelo menos, 10% das propriedades cadastradas com citros. A revisão desse enquadramento está prevista para ocorrer todos os anos, no mês de maio.

Por que os municípios serão classificados?

O objetivo da classificação é reforçar as ações locais contra o avanço da enfermidade. Segundo Alexandre Paloschi, do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, a medida busca incentivar os municípios onde a citricultura possui impacto econômico a intensificarem as ações de controle junto aos produtores.

A estratégia foca, sobretudo, na erradicação de plantas doentes dentro das áreas de produção. A classificação permite que as autoridades identifiquem onde o esforço de combate deve ser mais rigoroso para proteger a produção estadual.

Como funciona a erradicação de plantas?

As novas regras alteram os procedimentos para a erradicação compulsória de plantas doentes. Nos municípios que apresentarem alta incidência do HLB/Greening, a obrigatoriedade de erradicação passa a abranger não apenas as árvores adultas, mas também plantas novas de até três anos de idade.

O regulamento também detalha normas técnicas para a produção de mudas, como a exigência de uso de viveiro telado para proteção contra insetos vetores. Estão incluídos no pacote de normas o manejo de borbulha, o processo de enxertia, o cuidado com a planta matriz e o controle de agentes como Phytophthora e nematoides.

Além disso, as normas trazem a proibição da venda ambulante de mudas e a exigência de certificados fitossanitários. O acompanhamento dos pomares comerciais passa a utilizar amostras para garantir a conformidade com as novas diretrizes sanitárias.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.