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Agronegócio

Baixa vazão de rios na Amazônia encarece frete e reduz carga de barcaças

Estiagem e efeitos do El Niño dificultam navegação no Tapajós e Madeira, elevando custos e risco de desabastecimento.

Por Redação Diário Local

A baixa vazão de rios na Amazônia, causada pela estiagem e pelos efeitos do fenômeno El Niño, está dificultando a navegação e afetando o transporte de cargas na região Norte. O cenário reduz a capacidade de carga das barcaças, aumenta o tempo de deslocamento de produtos e pessoas, encarece o frete e gera risco de desabastecimento.

No rio Madeira, o nível das águas apresentou instabilidade e chegou a registrar 3 metros, mas o volume atual é de 4,5 metros. A recuperação parcial é resultado do período de chuvas e dos trabalhos de dragagem executados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Em contraste, a situação no rio Tapajós é considerada crítica para o setor logístico. O calado atual do rio é de 2,50 metros, o que limita as embarcações a operar com apenas 60% de sua capacidade total de carga.

Autoridades e produtores monitoram o nível do Tapajós, pois a navegabilidade corre risco iminente. Caso o nível da água caia para menos de 2 metros, a navegação na região poderá se tornar inviável para as embarcações.

O impacto na logística acende um alerta para o agronegócio na região Norte. A necessidade de transportar menos mercadorias por viagem eleva os custos operacionais e pode comprometer o escoamento de produtos da área.

Quais são os principais impactos na região?

Os efeitos da seca se concentram na redução da eficiência do transporte hidroviário. Com menos profundidade, as barcaças precisam navegar com menos peso para evitar encalhes, o que encarece o custo do frete logístico.

Além do aumento de preços, o tempo de transporte de cargas e passageiros também é afetado. A necessidade de manobras mais cautelosas e o risco de interrupções totais nas rotas complicam a previsibilidade do abastecimento local.

Para mitigar os danos, a realização de dragagem nos leitos dos rios é apontada como medida essencial. O serviço busca garantir a profundidade necessária para a continuidade do fluxo de mercadorias e a redução dos prejuízos para a economia regional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.