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Agronegócio

União Europeia deve liberar importação de frango e mel do Brasil em dezembro

Delegação da União Europeia estima que levantamento do embargo ocorra em dezembro após resultados positivos de auditoria sobre antimicrobianos.

Por Redação Diário Local

A União Europeia deve liberar a retomada das importações de carne de frango e mel do Brasil em dezembro. A estimativa foi comunicada pela Delegação da União Europeia no Brasil, missão diplomática do bloco em Brasília.

Na quarta-feira (21), o Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da União Europeia finalizou a análise técnica sobre a inspeção realizada em território brasileiro. A auditoria verificou se as condições de produção atendem às exigências do bloco europeu.

Segundo a Delegação da União Europeia, os resultados da auditoria apresentados pela Comissão Europeia foram positivos. O colegiado deve realizar a votação para decidir sobre o levantamento das restrições durante o mês de novembro.

Por que a liberação deve ocorrer em dezembro?

A previsão de liberação para dezembro deve-se ao tempo necessário para os trâmites burocráticos após a decisão política. De acordo com a Delegação da União Europeia, após a aprovação do comitê, o processo para a retomada efetiva das importações pode levar cerca de 20 dias.

A inspeção técnica ocorreu entre 4 de agosto e 4 de setembro. O objetivo foi checar o cumprimento das regras do bloco sobre a proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento e aumento de rendimento em animais.

O que ainda permanece embargado?

A eventual liberação para o frango e o mel não incluirá a carne bovina, que segue sob embargo. O processo para a retomada das importações de carne de boi é considerado mais complexo e pode levar até dois anos.

A exigência europeia para o setor bovino é que haja a comprovação de que não houve uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida do animal. A medida de restrição foi oficializada em junho e as importações foram suspensas em 3 de setembro.

A legislação da União Europeia proíbe o uso dessas substâncias para estimular o crescimento ou aumentar o rendimento dos animais, visando evitar o surgimento de bactérias e outros agentes resistentes aos medicamentos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.