Advogado carioca desaparecido em São Paulo é identificado como morto no IML
Corpo de Pedro Ely Cordeiro dos Santos foi localizado sem documentos na Zona Oeste da capital paulista e identificado nesta terça-feira.
Por Davy Albuquerque
O advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, foi identificado nesta terça-feira (14) como o homem encontrado morto em São Paulo. Ele estava desaparecido desde o dia 10 de julho, quando o corpo foi localizado na Zona Oeste da capital paulista.
A confirmação da identidade foi feita por meio de exame papiloscópico realizado pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD). O procedimento concluiu que a vítima era o advogado que estava sendo procurado pela família.
O corpo havia sido encontrado por volta das 4h da última sexta-feira (10), na calçada da Rua Fradique Coutinho, no bairro de Pinheiros. Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que o homem caminhava pela via aparentando passar mal.
De acordo com os relatos colhidos no local, o homem teria se ajoelhado, deitado no chão e vomitado. A equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada para prestar apoio, mas constatou que ele já estava sem vida.
Os socorristas observaram que a vítima apresentava pupilas dilatadas e não possuía lesões aparentes. Como o homem não portava documentos de identificação no momento do encontro, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
No IML, o corpo passou por exames necroscópicos e toxicológicos. A ausência de documentos gerou incertezas na família, que não sabe se os pertences do advogado foram roubados ou perdidos durante o ocorrido.
Como ocorreu o desaparecimento?
O histórico do caso aponta que Pedro estava em São Paulo para acompanhar os jogos da Copa do Mundo. Na noite de 9 de julho, ele saiu com um amigo para frequentar bares na região da Vila Madalena.
Por volta de 0h30 do dia 10, os dois utilizaram um carro de aplicativo para ir até o bairro de Moema. O combinado era que, após o desembarque, o advogado seguiria para o Hotel Mercure JK, na Vila Olímpia, em outro veículo.
Ainda sobre esse trajeto, o amigo relatou que não sabe se Pedro realmente desembarcou para solicitar a nova corrida ou se permaneceu dentro do carro de aplicativo. O registro da viagem foi encerrado às 0h48.
O último sinal de atividade digital do advogado foi uma visualização de mensagem no WhatsApp, registrada às 5h da manhã do dia 10 de julho. Após esse horário, ele não retornou ao hotel nem estabeleceu contato com parentes ou amigos.
O que diz a família e a polícia?
O irmão da vítima, Bernardo, confirmou o falecimento e afirmou que as circunstâncias da morte ainda são desconhecidas. A família aguarda os resultados das investigações para entender se houve um mal súbito ou outra causa.
No registro policial, os familiares solicitaram que a Polícia Civil tome as medidas necessárias para apurar o caso. Entre as solicitações, está a obtenção dos registros de deslocamento de aplicativos de transporte referentes àquela madrugada.
As autoridades devem investigar os detalhes do ocorrido para determinar a causa exata do óbito. Até o momento, não há informações oficiais sobre o que teria causado o mal-estar relatado por testemunhas.
