Justiça Eleitoral rejeita contas de Zilu Camargo em campanha a vereadora em São Paulo
Ex-candidata de São Paulo deverá ressarcir o Tesouro Nacional após irregularidades em gastos da campanha de 2024.
Por Davy Albuquerque
A Justiça Eleitoral rejeitou as contas de Zilu Camargo, candidata a vereadora em São Paulo nas eleições de 2024. A decisão determina que a ex-candidata deverá ressarcir o Tesouro Nacional devido a gastos irregulares realizados durante a campanha pelo partido União Brasil.
O caso tramita no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). No processo, o Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se pela rejeição das contas, apontando a ausência de documentação indispensável para comprovar as despesas da campanha.
Entre as irregularidades identificadas pela Justiça Eleitoral está um relatório financeiro referente a uma doação de R$ 550 mil, que foi apresentado fora do prazo legal. O montante integrava os recursos da campanha.
A Justiça também apontou a falta de contrato com uma empresa que teria prestado serviços de marketing político no valor de R$ 316 mil. Outra inconsistência envolveu um gasto de R$ 100 mil com uma prestadora de serviços sem a devida comprovação.
Todos os valores citados no processo foram custeados pelo Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A decisão impõe a obrigação de devolução dos recursos ao erário.
Zilu Camargo obteve 4.579 votos nas eleições municipais de 2024. Apesar de não ter sido eleita para uma vaga direta, ela chegou a ocupar a posição de suplente na Câmara Municipal de São Paulo.
A defesa da ex-candidata ainda pode recorrer da decisão judicial no âmbito do tribunal. Até o momento, não houve manifestação oficial sobre o caso.
O processo segue sob análise e a aplicação do ressarcimento depende do desfecho dos possíveis recursos apresentados pela defesa.
