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Segurança

Anac suspende quatro empresas de voos panorâmicos no Rio após fiscalização encontrar irregularidades

Fiscalização identificou fraude em relatórios de manutenção e empresas tiveram autorização de pouso no Heliponto da Lagoa cancelada.

Por Redação Diário Local

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu quatro das 12 empresas autorizadas a realizar voos panorâmicos de helicóptero no Rio de Janeiro. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (18) após fiscalização identificar irregularidades em aeronaves e documentos de operação.

A fiscalização foi intensificada após o acidente ocorrido em 8 de agosto, na Vista Chinesa, que resultou na morte do piloto e de três turistas. Entre as empresas suspensas pela agência estão a VRP — Voos Rio Panorâmico, Broad Fly, Nobre Turismo e Mr. Top Fly. A VRP operava o helicóptero envolvido na queda.

Fraudes em relatórios de manutenção

De acordo com a Anac, das 18 aeronaves vistoriadas até o momento, nove apresentaram irregularidades. A agência informou ter encontrado casos de empresas que falsificavam relatórios de voo com o objetivo de reduzir gastos com manutenção.

Em duas dessas empresas, o número de horas voadas era adulterado. Documentos registravam voos com duração de 10 minutos, mesmo quando as aeronaves permaneciam 30 minutos no ar. Como as horas de voo determinam os prazos de inspeção e manutenção, a prática compromete a segurança das operações.

O presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, afirmou que acidentes recentes funcionaram como um gatilho para aprofundar as inspeções no Rio de Janeiro. Ele explicou que a fiscalização abrange tanto a regularidade documental quanto a autorização dos pilotos para o serviço.

Restrições no Heliponto da Lagoa

Paralelamente à atuação da Anac, a Prefeitura do Rio rescindiu os termos de compromisso de cinco empresas que possuíam autorização para pousar e decolar no Heliponto da Lagoa, na Zona Sul. A medida impede que essas companhias utilizem o referido heliponto, mas não proíbe operações em outras pistas, desde que mantenham as autorizações dos órgãos responsáveis.

Uma das empresas que teve o uso do heliponto cancelado pela prefeitura é a Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda., que operava o helicóptero do acidente de agosto. As outras empresas retiradas do local são: Be Faster Serviços Aéreos Ltda., Gabriel G. Aredes, Piloto Padrão Táxi Aéreo e Infinity Serviços Aéreos Especializados Ltda.

A decisão municipal busca reduzir o fluxo de aeronaves sobre a Zona Sul devido a reclamações de moradores sobre o ruído. Com as rescisões publicadas no Diário Oficial do Município, a Helisul passa a ser a única empresa autorizada a utilizar a estrutura do Heliponto da Lagoa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.