Homem mascarado de Ghostface é alvo de denúncias de abordagem sexual após ação na Bienal de São Paulo
Relatos em redes sociais apontam abordagens de cunho sexual e conversas com adolescentes envolvendo integrante de ação de editora.
Por Redação Diário Local
Relatos publicados nas redes sociais levantaram suspeitas contra um dos homens que participou de uma ação da editora Fruto Proibido durante a 28ª Bienal do Livro de São Paulo. O participante usava uma máscara inspirada no personagem Ghostface para representar o universo de livros de 'dark romance'.
Após o rosto do homem ser compartilhado na internet, publicações passaram a descrever supostas abordagens de caráter sensual e a mencionar interações com adolescentes. O evento ocorreu entre sexta-feira (4) e domingo (6), em um pavilhão de exposições na zona sul da capital paulista.
O que dizem os relatos nas redes sociais?
Uma das mulheres que publicou o relato afirmou ter sido abordada pelo homem durante a Bienal. Segundo ela, ele a chamou para gravar um vídeo e, durante a ação, teria realizado uma filmagem de forma sensual contra uma parede.
A participante relatou ainda que descobriu que o homem manteria um grupo em um aplicativo de mensagens com adolescentes que interagiam com a persona criada por ele. Outras pessoas que viram a imagem do homem afirmaram reconhecê-lo e relataram experiências ocorridas fora do evento.
Em um dos relatos, foi mencionado que o homem teria participado de um clube de leitura no início de 2025, onde interagia com participantes e auxiliava na divulgação do grupo. A publicação afirma que algumas dessas interações envolveram flertes e a existência de grupos privados com pessoas mais jovens.
Histórico de abordagens
Uma das mulheres que relatou o caso afirmou que o contato com o homem começou há cerca de três anos. Na ocasião, ela relatou que um amigo, então com idade entre 16 e 17 anos, recebeu uma mensagem dele por meio de um grupo sobre festas.
Segundo o relato, o homem teria tentado convencer um grupo de adolescentes a participar de uma festa em uma chácara no interior de São Paulo. A mulher afirmou que o grupo acabou descobrindo que o evento contava com substâncias ilícitas e espaços destinados a relações sexuais.
A editora Fruto Proibido e a organização da Bienal do Livro foram procuradas para se manifestar sobre as denúncias, mas não enviaram resposta até o momento da publicação.
