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Meio Ambiente

Brasil e Bolívia iniciam expedição terrestre para acelerar combate a incêndios no Pantanal

Expedição conjunta busca criar caminho por terra para reduzir o tempo de deslocamento de brigadistas até áreas remotas como a Serra do Amolar

Por Redação Diário Local

Equipes do Brasil e da Bolívia iniciaram uma expedição conjunta nesta segunda-feira (14) para reconhecer uma rota terrestre que liga o território boliviano a áreas remotas do Pantanal. A medida busca reduzir o tempo de deslocamento de brigadistas até a Baía Gaíva e a Serra do Amolar, regiões que hoje são acessadas pelo lado brasileiro apenas por meio de embarcações pelo Rio Paraguai.

A operação, que utiliza quatro veículos, deve seguir até esta sexta-feira (18). Participam da ação a Defesa Civil da Bolívia, a Armada Boliviana, o Prevfogo/Ibama (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais) e o Instituto Homem Pantaneiro (IHP), por meio da Brigada Alto Pantanal.

Como funciona o novo trajeto?

O trajeto terrestre tem início na região de Puerto Quijarro, na Bolívia, e segue em direção à Baía Gaíva. Embora exista uma estrada pelo território boliviano, o acesso necessita de manutenção para que equipes e equipamentos de combate ao fogo possam circular com regularidade.

A proposta central é criar uma alternativa por terra que permita alcançar pontos próximos à fronteira em menos tempo, especialmente durante ocorrências de incêndios florestais. Atualmente, o deslocamento até essas áreas ocorre por barco a partir de Corumbá (MS).

Além do reconhecimento principal, o Ministério da Defesa da Bolívia autorizou apoio ao deslocamento de brigadistas do Ibama entre a localidade de El Carmen e a fronteira brasileira, na Serra do Amolar. Esta etapa complementar ocorre entre o último domingo (13) e esta terça-feira (15).

Coordenação entre os países

A articulação para a expedição ocorreu na sede do IHP, em Corumbá, reunindo representantes de instituições de ambos os países. A cooperação também envolve a Subgovernação da Província de Germán Busch, que abrange os municípios bolivianos de Puerto Suárez, Puerto Quijarro e Carmen Rivero Tórrez.

Segundo o presidente do IHP, Ângelo Rabelo, a mobilização amplia a coordenação entre as instituições em uma região considerada de difícil acesso. A Armada Boliviana também presta suporte de segurança e logística durante o percurso.

O chefe do Prevfogo em Mato Grosso do Sul, Márcio Yule, destacou que o acesso terrestre pode diminuir o tempo necessário para levar equipes e equipamentos até os focos de incêndio, uma vez que o deslocamento por embarcação é mais demorado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.