Júri popular de mãe acusada pela morte de filha de 2 anos começa nesta terça-feira em Mauá
Tribunal do Júri analisa caso de Lorrayne Helloa, criança de 2 anos que morreu após agressões na Grande São Paulo.
Por Redação Diário Local
A mãe de Lorrayne Helloa, de 2 anos, vai a júri popular nesta terça-feira (15) em Mauá, na Grande São Paulo. A criança morreu em maio de 2024, na residência onde vivia com a mãe e o padrasto, após ser vítima de agressões graves.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), a menina foi alvo de maus-tratos e agressões praticados pelo casal. O caso, que envolve o histórico de violência na residência, agora passa pelo julgamento do tribunal do júri para apurar a responsabilidade da mãe.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) detalhou que a criança apresentava um trauma contuso no abdômen, que causou a laceração de grandes vasos abdominais. A lesão provocou uma hemorragia interna que levou ao óbito da bebê.
A médica legista responsável pelo exame apontou que as feridas eram compatíveis com espancamento, causadas por golpes contundentes ou pelo arremesso violento da criança contra o chão ou contra uma parede. Além do trauma abdominal, o prontuário médico registrou hematomas no rosto, cabeça, membros e outras regiões do corpo.
O exame pericial também identificou sinais de abuso infantil, com ferimentos na região genital da vítima. A denúncia do MPSP reforça que o crime contou com recurso que dificultou a defesa da criança, devido à sua pouca idade.
O que aconteceu com o padrasto?
O padrasto de Lorrayne já foi condenado a 35 anos de prisão pelo homicídio qualificado. A sentença considerou que o crime foi praticado contra menor de 14 anos e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo o Ministério Público, o investigado possuía histórico de violência doméstica contra a atual e uma ex-companheira. Testemunhas já haviam relatado à Justiça que o homem agrediu a mãe da criança enquanto ela segurava a bebê no colo, chegando a ameaçar jogar a menina em uma lata de lixo.
Durante o velório da criança, ocorrido em maio de 2024, o homem chegou a ser agredido por familiares da vítima. Agora, o processo busca definir a participação da mãe no ocorrido.
