Presidentes de 17 partidos disputam eleições de 2026, aponta TSE
Dados do TSE mostram que líderes de 17 legendas tentarão cargos na Câmara, Presidência e outros poderes.
Por Redação Diário Local
Presidentes de 17 dos 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são candidatos nas eleições gerais de 2026. Segundo dados da Corte, a maioria dos postulantes pertence ao grupo do chamado Centrão, com 10 líderes das legendas disputando cargos em outubro.
A Câmara dos Deputados é o alvo principal entre os caciques partidários. Dos 17 presidentes de partidos que pretendem concorrer, oito buscam uma das 513 cadeiras do Legislativo federal.
A maioria desses líderes tenta a reeleição para cargos legislativos. Estão entre os candidatos os presidentes do MDB, Baleia Rossi (SP), do Avante, Luís Tibé (MG), do Republicanos, Marcos Pereira (SP), e do Podemos, Renata Abreu (SP).
A disputa pela Câmara também conta com estreantes. Antonio Rueda, presidente do União Brasil e da Federação União Progressista, tenta sua primeira candidatura pelo Rio de Janeiro. Já Edinho Silva, presidente do PT (SP), busca sua primeira vaga na Câmara, embora já tenha exercido mandatos como prefeito e deputado estadual.
O espectro ideológico dos presidentes candidatos é composto por quatro representantes da esquerda e três da direita. No Poder Executivo, sete líderes partidários participam do pleito: três concorrem à Presidência da República (PCO, PCB e Missão) e outros três disputam a Vice-Presidência (PSD, Democrata e PRTB).
Há ainda um presidente de partido disputando o governo de um estado pelo PSB. O levantamento mostra que, embora muitos líderes busquem o Executivo e o Legislativo, a concentração partidária é maior no Congresso Nacional.
Por outro lado, dois presidentes de grandes siglas que atingiram a cláusula de desempenho em 2022 não serão candidatos. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o dirigente do PDT, Carlos Lupi, ficaram fora da disputa para 2026.
Valdemar Costa Neto afirmou que a rotina de trabalho dificultaria uma campanha pelo estado. Já Carlos Lupi, que ocupa a presidência do PDT desde 2004, foi afastado do comando do Ministério da Previdência em 2025 após episódios envolvendo descontos indevidos em folhas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
