Brasileiro é condenado a 12 anos de prisão nos EUA por esquema de lavagem de dinheiro
Ygor Saviolli foi condenado por atuar na supervisão de esquema que movimentou mais de US$ 30 milhões para organização criminosa.
Por Redação Diário Local
O brasileiro Ygor Fokin Saviolli, de 35 anos, foi condenado a 12 anos de prisão nos Estados Unidos por atuar na supervisão de um esquema internacional de lavagem de dinheiro. O grupo movimentou mais de US$ 30 milhões (aproximadamente R$ 151 milhões) para financiar operações criminosas.
De acordo com o Departamento de Justiça americano, Saviolli atuava como gerente e supervisor da organização, sendo responsável por fornecer recursos para as operações e pela coordenação do recebimento e da lavagem de grandes quantias em dinheiro. O esquema permitia que os lucros fossem enviados para fornecedores de drogas fora dos Estados Unidos.
A estratégia consistia em receber valores em espécie, oriundos de atividades relacionadas ao tráfico de drogas, e realizá-los em depósitos bancários espalhados pelo território americano para ocultar a origem ilícita dos recursos. As atividades eram coordenadas via mensagens no aplicativo WhatsApp, que conectava facilitadores e mensageiros responsáveis pelo transporte do dinheiro.
Outros condenados no processo
Além de Saviolli, outros cinco réus que se declararam culpados de conspiração para cometer lavagem de dinheiro receberam penas distintas. Gabriel Cezar Menezes foi condenado a sete anos e dez meses de prisão por atuar como facilitador e orientar mensageiros.
Omar Aliperti De Mello Correa recebeu pena de dois anos e seis meses, enquanto Leandro De Avila Gonçalves foi condenado a dois anos. Já João Andrade De Mello e Tadeu Sebastiane Rabelo Alves Barbosa receberam a pena de um ano e um dia cada.
Os condenados eram responsáveis por buscar grandes quantias em dinheiro em diversas cidades dos Estados Unidos, incluindo Atlanta, Charlotte, Chicago, Cleveland, Minneapolis, Rochester e Tampa.
Investigação e atuação no Brasil
O caso foi investigado pelo FBI, com o apoio da Administração de Combate às Drogas (DEA) e da agência de Investigações de Segurança Interna (HSI).
No Brasil, a Polícia Federal aponta Saviolli como um dos coordenadores de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), no âmbito da Operação Exchange. A associação com a facção foi identificada em investigações brasileiras.
