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Economia

Bank of America recebe multa de US$ 1,2 bilhão por falhas contra lavagem de dinheiro

Autoridades dos Estados Unidos aplicaram sanções ao banco por falhas em controles de conformidade e violação de sanções econômicas.

Por Redação Diário Local

O Bank of America foi multado em mais de US$ 1,21 bilhão (aproximadamente R$ 6,09 bilhões) por autoridades regulatórias dos Estados Unidos. As sanções são decorrentes de violações relacionadas à prevenção à lavagem de dinheiro e ao cumprimento de sanções econômicas.

De acordo com o Departamento do Tesouro dos EUA, o banco teria terceirizado, na prática, uma parte essencial de seus controles de conformidade com o objetivo de proteger suas receitas, minimizando o impacto sobre os recursos necessários para a fiscalização.

O banco deve divulgar seus resultados do terceiro trimestre antes da abertura dos mercados nesta quarta-feira (14) e já previu que o balanço incluirá uma despesa extraordinária de US$ 1,2 bilhão relacionada à multa, o que reduzirá o lucro líquido em cerca de 17 centavos por ação.

O que dizem os reguladores?

As sanções incluem uma multa civil de US$ 750 milhões aplicada pelo Escritório do Controlador da Moeda (OCC). Além disso, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) informou que o acordo está relacionado a 475 aparentes violações de programas de sanções que envolvem países como Rússia e Irã.

O Departamento do Tesouro afirmou em comunicado que a instituição delegou a terceiros a obrigação de detectar e reportar atividades suspeitas de forma proativa. Como consequência, os reguladores submeteram o banco a uma ordem de supervisão especial.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que falhas desse porte expõem o sistema financeiro dos Estados Unidos a riscos de financiamento ilícito. Segundo ele, as medidas enviam a mensagem de que instituições financeiras não estão acima da lei.

Resposta do banco

Em nota oficial, o Bank of America afirmou que trabalha com os reguladores para fortalecer seus mecanismos de combate a crimes financeiros. A instituição destacou que investe bilhões de dólares em tecnologia e conta com milhares de funcionários dedicados à área.

O banco ressaltou que os recursos financeiros e humanos destinados às correções já estão refletidos em sua estrutura de despesas e que a equipe está comprometida com a conclusão das medidas necessárias para resolver as questões apontadas.

Um porta-voz da instituição informou que as penalidades atuais decorrem de violações apontadas em uma ordem de supervisão firmada com o OCC em 2024, quando o banco foi enquadrado por não apresentar relatórios de atividades suspeitas nos prazos exigidos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.