Tenente da Rota segue internado na UTI após ser alvo de atentado em São Caetano do Sul
Policial passou por três cirurgias após ser baleado na nuca; falta de estrutura de home care impede sua saída do setor.
Por Redação Diário Local
O tenente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Ronickson Pimentel dos Santos, de 40 anos, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em São Paulo. O policial, que foi alvo de um atentado em São Caetano do Sul no dia 27 de junho, continua no setor hospitalar devido à falta de estrutura para realizar o tratamento em domicílio.
Embora a equipe médica tenha indicado a possibilidade de saída da UTI em 22 de setembro, a ausência de suporte de assistência contínua (home care) impede a transferência. Um relatório médico emitido em 7 de outubro classificou a necessidade de internação domiciliar ininterrupta como imprescindível para manter a vida do oficial.
Como está o quadro de saúde do policial?
Nesta terça-feira (13), o estado clínico de Pimentel era considerado estável. Segundo prontuário médico, ele consegue abrir os olhos de forma espontânea, realiza respiração assistida por meio de uma traqueostomia e recebe alimentação por sonda gástrica.
Contudo, o quadro neurológico permanece grave. O disparo atingiu o cerebelo, região responsável pelo equilíbrio e coordenação motora. Uma tomografia realizada em 2 de outubro mostrou que a válvula cerebral opera adequadamente e não há acúmulo de líquido no cérebro.
Durante o tempo de hospitalização, o tenente enfrentou complicações como pneumonias, infecção urinária e infecções na corrente sanguínea causadas por fungos e bactérias multirresistentes. Atualmente, ele não apresenta febre e não utiliza medicamentos para sustentar a pressão arterial desde 7 de setembro.
Histórico das cirurgias e do atentado
O caso teve início após o policial ser baleado na nuca ao sair de uma academia. Em uma primeira intervenção de emergência no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, médicos realizaram uma cirurgia para abrir parte do crânio e aliviar a pressão intracraniana causada pelo inchaço cerebral.
Em 5 de julho, o tenente passou por uma segunda cirurgia para a substituição do sistema de drenagem cerebral e ajuste do monitor de pressão. Posteriormente, em 9 de julho, foi realizada uma traqueostomia para facilitar a respiração assistida.
A investigação sobre o atentado segue em curso. As diligências apontam para o envolvimento de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na tentativa de homicídio, que gerou operações policiais e resultou em ao menos sete mortes relacionadas ao contexto do crime.
