Candidatos ao governo de Minas propõem medidas contra feminicídios e facções criminosas
Plano de governo de candidatos para o estado detalha estratégias contra a violência de gênero e o avanço de facções criminosas.
Por Redação Diário Local
Os candidatos que disputam o governo de Minas Gerais em 2027 apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral com propostas voltadas ao combate aos feminicídios e ao avanço das facções criminosas no estado. As medidas variam entre o fortalecimento da rede de proteção à mulher e o foco no asfixiamento financeiro de organizações criminosas.
A necessidade de ações na área da segurança é reforçada por dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que apontam Minas Gerais como o segundo estado com maior número de feminicídios no país. No ano passado, foram registradas 177 vítimas desse crime, o que representa um crescimento de 4,4% em comparação ao período de 2024. O estado também monitora ao menos 35 grupos e quadrilhas ligados ao tráfico de drogas.
O que dizem os candidatos sobre o combate ao feminicídio?
Para enfrentar a violência de gênero, Alexandre Kalil (PDT) propõe o atendimento imediato a mulheres em risco e a integração entre forças de segurança e serviços de assistência social. Cleitinho Azevedo (Republicanos) defende a expansão das delegacias especializadas, o fortalecimento da Patrulha de Proteção à Mulher e o uso de tornozeleiras para o monitoramento de agressores.
Flávio Roscoe (PL) sugere que a Polícia Civil realize uma reavaliação obrigatória de casos com medidas protetivas a cada 30 dias. Gabriel Azevedo (MDB) e Patrus Ananias (PT) defendem a adesão do estado ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. Já Indira Xavier (UP) propõe a criação de um orçamento específico para a proteção das mulheres e políticas de aluguel social.
Mateus Simões (PSD) e Rafael Duda (PSTU) focam na resposta integrada entre segurança, saúde e assistência, com destaque para a ampliação de casas-abrigo e moradia emergencial. Ben Mendes (Missão) não incluiu propostas para este tema em seu plano de governo, enquanto Henrique Áreas (PCO) não apresentou medidas específicas para o combate ao feminicídio.
Quais são as estratégias contra o crime organizado?
No combate às facções, Ben Mendes (Missão) propõe a construção de um megapresídio inspirado no modelo de isolamento de El Salvador, além da criação do Centro Mineiro de Inteligência Contra o Crime Organizado. Alexandre Kalil (PDT) sugere o plano "Minas contra o Dinheiro do Crime" para bloquear recursos financeiros de grupos criminosos.
Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Mateus Simões (PSD) também focam na estrutura financeira, com foco no combate à lavagem de dinheiro. Gabriel Azevedo (MDB) propõe a criação de um Centro Integrado de Inteligência Criminal para realizar o diagnóstico territorial das organizações. Patrus Ananias (PT) defende o investimento em inteligência e o reforço da fiscalização em unidades prisionais.
Henrique Áreas (PCO) propõe a dissolução da Polícia Militar e defende o direito de autodefesa dos trabalhadores em sua plataforma de segurança. Diversos candidatos, como Flávio Roscoe (PL) e Indira Xavier (UP), não detalharam propostas específicas para o enfrentamento às facções criminosas em seus documentos oficiais.
