Ciclista de Araxá retorna de expedição de três anos pedalando da Argentina até o Alasca
Lucca Rosa percorreu 16 países de bicicleta em uma aventura que começou em Ushuaia e atravessou o continente americano.
Por Redação Diário Local
O engenheiro Lucca Rosa, natural de Araxá, retornou ao Brasil após concluir uma expedição de três anos pedalando do extremo sul da Argentina até o Alasca, nos Estados Unidos. O ciclista, que ficou conhecido como “Hermano das Américas”, atravessou 16 países durante o trajeto que teve início em 2023.
A ideia de cruzar o continente surgiu para Lucca em 2019, após uma experiência de travessia de bicicleta pelo Uruguai. A partir daquele momento, ele passou a juntar recursos para realizar o projeto de percorrer grandes extensões por meio do ciclismo.
A aventura começou em Ushuaia, na Argentina, e passou por paisagens diversas, incluindo o contato com a neve e regiões de calor intenso em desertos. Durante o percurso, o ciclista relatou que a solidariedade de pessoas encontradas pelo caminho foi essencial para a conclusão da jornada.
Em povoados pequenos, Lucca contou que recebeu acolhimento de desconhecidos para dormir e comer. Ele chegou a encontrar abrigo em locais como prefeituras, igrejas e em postos do Corpo de Bombeiros durante as paradas.
Desafios e rotina na estrada
A expedição apresentou desafios logísticos e de segurança, como trechos de até quatro dias pedalando em regiões isoladas, sem cidades próximas. Ao atravessar o Canadá e o Alasca, na América do Norte, o ciclista também precisou lidar com o risco de ataques de ursos.
Para evitar atrair animais para o acampamento, Lucca adotava protocolos de segurança, como montar o fogão em locais afastados da barraca. Ele relatou que chegou a passar noites sem dormir devido ao receio de que o abrigo fosse atacado.
A estrutura utilizada para a viagem consistia em uma bicicleta de fabricação alemã, desenvolvida para longas distâncias. O modelo possuía um sistema nas rodas que gerava energia elétrica, permitindo o carregamento de dispositivos como o celular durante o trajeto.
Agora, aos 26 anos, o engenheiro aproveita o retorno para reencontrar familiares e amigos. Embora ainda não tenha uma data definida para partir novamente, ele planeja realizar novas expedições para conhecer outros continentes.
