Governo Trump busca Suprema Corte para contestar votos por correio na Califórnia
Disputa pelo controle do Congresso entra na reta final com investigações de fraude no Alasca e batalhas judiciais sobre cédulas de eleitores.
Por Redação Diário Local
O governo dos Estados Unidos afirmou, neste sábado (31), que pretende levar à Suprema Corte a contestação sobre o envio de milhares de cédulas por correio na Califórnia. A medida ocorre no último fim de semana de campanha para as eleições de meio de mandato, que decidem se os republicanos manterão o controle do Congresso.
A disputa ocorre em um cenário de alta tensão jurídica. Atualmente, os republicanos detêm uma maioria de 53 a 47 no Senado e uma vantagem estreita na Câmara dos Representantes. Caso os democratas conquistem o controle de qualquer uma das Casas, poderão bloquear a agenda de Donald Trump e iniciar investigações sobre o governo.
Na Califórnia, o Departamento de Justiça tenta impedir a contagem de votos de cerca de 20 mil eleitores que, segundo o governo, provavelmente não são cidadãos americanos. No início desta semana, um tribunal federal de apelações decidiu, por 2 votos a 1, que não houve justificativa suficiente para o pedido de emergência para descartar essas cédulas.
O vice-procurador-geral interino, Trent McCotter, declarou, neste sábado (31), que o caso provavelmente será apreciado pela Suprema Corte. Ele acrescentou que qualquer pedido será apresentado antes da votação oficial, prevista para esta terça-feira (3).
No Alasca, o FBI aumentou os recursos dedicados a uma investigação sobre a disputa pelo Senado. O procurador federal Michael Heyman informou que o caso envolve a possível tentativa de recrutar um "candidato falso" para confundir eleitores. A apuração investiga se assessores da candidata democrata Mary Peltola tentaram recrutar o professor aposentado Daniel J. Sullivan Jr. para concorrer com o mesmo nome do atual senador republicano, Dan S. Sullivan.
A candidata Mary Peltola e o comitê de sua campanha negaram qualquer envolvimento na estratégia, e o professor Daniel J. Sullivan Jr. também negou ter coordenado a ação. Heyman afirmou que a investigação ocorre de forma "intensa e rápida", mas não detalhou qual crime específico pode ter sido cometido.
Como estão as votações?
O volume de participação eleitoral atingiu um patamar recorde. De acordo com dados do Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida, mais de 51 milhões de norte-americanos já votaram, seja pessoalmente ou por meio de correspondência. O número supera os quase 46 milhões registrados no período equivalente às eleições de meio de mandato de 2022.
Apesar das manobras judiciais e das tensões entre as chapas, o nível de confiança do eleitorado permanece estável. Segundo pesquisa da Reuters/Ipsos, realizada entre 30 de setembro e 5 de outubro, 76% dos eleitores dos EUA acreditam que seus votos serão contados com precisão, com índices de confiança similares entre republicanos e democratas.
