Flávio Bolsonaro usou seis carros e três jatos para fuga do Brasil, aponta jornal argentino
Relatório indica que senador usou comboio de veículos e aviões para evitar ordem judicial e chegar aos Estados Unidos.
Por Redação Diário Local
O senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou um comboio de seis carros e ao menos três jatos particulares para organizar sua saída do Brasil rumo aos Estados Unidos, segundo informações do jornal argentino Clarín. A estratégia teria sido adotada para dificultar a identificação do veículo que transportaria o parlamentar e sua família até a fronteira com a Argentina.
A movimentação por via terrestre ocorreu após o proprietário de um avião fretado pelo senador, que faria o trajeto de Brasília até Foz do Iguaçu, se recusar a realizar o voo. A negativa aconteceu logo após a divulgação de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibia o senador de deixar o território nacional.
Diante da impossibilidade do plano inicial por via aérea, a família percorreu mais de 1.600 km de carro. A imigração argentina confirmou que o senador atravessou a fronteira com a esposa e as duas filhas na noite de terça-feira (27) e embarcou em um voo particular com escala no Equador.
Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami, na Flórida, na manhã de quarta-feira (28). A saída do país ocorreu dois dias após o resultado da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Como funcionou a logística da saída?
De acordo com a reportagem, a logística teria incluído o afastamento de funcionários argentinos de parte dos procedimentos e a preparação de aeronaves alternativas, inclusive para uma possível saída pelo Paraguai. O jornal aponta que a família teria chegado ao aeroporto de Puerto Iguazú por um acesso direto à pista.
A movimentação teria ocorrido antes do registro de uma caminhonete branca, filmada por emissoras de televisão na noite de terça-feira (27). Segundo a publicação, o senador já estaria dentro de um dos jatos quando o veículo apareceu nas imagens.
Houve envolvimento de governos estrangeiros?
A reportagem afirma que representantes dos Estados Unidos teriam ajudado a organizar o trajeto e atuado no aeroporto argentino. O texto menciona ainda que o assessor Santiago Caputo teria sido enviado à região pelo presidente argentino Javier Milei para auxiliar na operação.
Contudo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou, neste sábado (31), que o governo norte-americano tenha feito qualquer tipo de colaboração. Os governos da Argentina e dos Estados Unidos não confirmaram o envolvimento em operações para possibilitar a saída do senador brasileiro.
