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Segurança

Complexo da Penha segue abrigando chefes do Comando Vermelho um ano após operação

Investigações apontam que o Complexo da Penha continua sendo base para líderes da facção, incluindo indivíduos procurados pela justiça.

Por Redação Diário Local

O Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, continua sendo base para alguns dos líderes do Comando Vermelho (CV) mais procurados no Brasil, um ano após a realização da Operação Contenção.

Investigações apontam que Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, conhecido como Zeus, utiliza a localidade para gerenciar o tráfico na comunidade da Muzema, na Zona Oeste, além de manter conexões da facção com Rondônia e cidades na Bolívia. O investigado possui dois mandados de prisão em aberto por associação criminosa e tráfico de drogas, expedidos pelas Justiças de Rondônia e do Rio de Janeiro.

De acordo com informações do Disque Denúncia, Zeus utilizaria um local na Penha para receber o dinheiro proveniente de cobranças de aluguéis realizadas na Muzema. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) incluiu o nome de Luiz Carlos na lista de procurados em dezembro de 2025.

Quem são os líderes citados nas investigações?

Além de Zeus, as investigações apontam a presença de Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, na região. Apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho, Doca possui 46 mandados de prisão em aberto e é investigado por mais de cem homicídios.

Doca é um dos alvos que não foram localizados durante a Operação Contenção, realizada em 28 de outubro de 2025. Na ocasião, a ação visava cumprir mandados para mapear e asfixiar a organização criminosa, segundo o então secretário de Segurança, Victor Santos.

Segundo a 60ª DP (Campos Elísios), o lucro obtido na comunidade da Muzema é dividido entre Zeus e o Comando Vermelho da Penha. As atividades exploradas pela facção na localidade incluem a venda de drogas, roubo de veículos e cargas, além da cobrança de taxas de moradores e comerciantes.

Atuação em outros estados

As investigações indicam que a influência de Luiz Carlos se estende para além do Rio de Janeiro. Em dezembro de 2025, a Polícia Civil de Rondônia realizou uma operação contra a facção no estado que tinha Zeus como alvo principal.

Conforme os apurados, ele daria ordens a chefes locais sobre a chegada de fuzis e intermediaria ataques contra empresas de internet em Rondônia. O investigado também é alvo de inquéritos em delegacias especializadas em crime organizado e entorpecentes.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.