Promotor Lincoln Gakiya diz que aceitaria assumir Ministério da Segurança Pública
Promotor do Gaeco é favorável à criação de pasta específica e defende votação de PEC da Segurança Pública ainda em 2026
Por Redação Diário Local
O promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Lincoln Gakiya, afirmou nesta terça-feira (27) que aceitaria um convite para assumir o futuro Ministério da Segurança Pública. Especialista no combate ao crime organizado, o promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) declarou que seria uma honra colaborar com a área de segurança nacional caso a pasta seja criada para o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Gakiya manifestou ser favorável à criação de um ministério dedicado exclusivamente à segurança, argumentando que a medida é necessária devido ao aumento da influência de facções criminosas no país. Atualmente, as atribuições da área estão vinculadas ao Ministério da Justiça.
O promotor também defendeu que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública seja votada ainda em 2026. De acordo com o especialista, a alteração permitira que o governo federal assuma responsabilidades diretas na segurança pública, indo além da atuação restrita aos Estados.
O nome de Gakiya já havia sido associado ao cargo em outros contextos. Em agosto, o candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que, caso fosse eleito, chamaria o promotor para compor a equipe de governo.
Trajetória no combate ao crime organizado
Referência no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Gakiya teve papel relevante em investigações de grande escala. Em 2023, a Polícia Federal identificou um plano de ataques contra autoridades que incluía o então senador Sergio Moro, com a intenção de realizar homicídios e sequestros.
O promotor também foi o responsável por solicitar a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como líder do PCC, para uma penitenciária federal. Em novembro de 2025 (26), durante a CPI do Crime Organizado, ele criticou a falta de integração entre as forças de segurança e defendeu o endurecimento das penas para membros de facções.
Gakiya defende a criação de estruturas permanentes de cooperação entre o Ministério Público, as polícias estaduais, a Polícia Federal, a Receita Federal e o sistema prisional. Ele também sustenta que condenados por crimes ligados a facções devem permanecer por mais tempo em regime fechado.
Em maio de 2026 (05), o promotor classificou como "gravíssima" a decisão dos Estados Unidos de enquadrar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Para ele, a medida pode impactar o sistema financeiro brasileiro e dificultar o intercâmbio de informações internacionais.
