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Artesanato

Uso de crochê cresce entre jovens e serve como ferramenta de concentração e lazer

Técnica artesanal ganha novos adeptos entre crianças e adolescentes, ajudando na redução do tempo em telas e no combate ao estresse.

Por Redação Diário Local

A prática do crochê tem atraído um novo perfil de interessados, com aumento de adesão entre crianças e jovens que buscam atividades manuais como alternativa ao uso excessivo de telas e redes sociais. A técnica, que era tradicionalmente associada a gerações mais velhas, passou a integrar o cotidiano de estudantes por meio da produção de roupas, acessórios e até pequenos negócios.

A estudante de Psicologia da Ufes, Maria Brandt, de 21 anos, é um exemplo dessa transição. Após ter o primeiro contato com a técnica durante uma aula de arteterapia na faculdade, ela decidiu transformar o aprendizado em uma fonte de renda por meio da Papillon Crochet.

Maria relata que o interesse começou com materiais que estavam em sua casa e que a procura de amigos e familiares por encomendas a fez perceber o potencial de investimento na atividade. Para a jovem, cada peça produzida é única e reflete a habilidade da artesã.

Como o crochê auxilia no desenvolvimento infantil?

Para o público infantil, o aprendizado artesanal tem mostrado reflexos na capacidade de concentração. A professora de Educação Física Thamires Ronconi Guignoni destaca que sua filha, Sophia, de 8 anos, apresentou melhora na atenção após iniciar a atividade.

Sophia é uma das alunas mais novas de turmas de curso na região. A criança, que produz itens como marca-páginas, chaveiros e brincos, afirma que a prática ajuda no desenvolvimento pessoal e incentiva outros colegas a experimentarem o hobby.

O interesse pelas mãos também tem sido uma estratégia para reduzir o tempo de exposição a dispositivos eletrônicos. A estudante Lara Hirle, de 15 anos, aprendeu as técnicas de forma autodidata por meio de vídeos na internet para criar biquínis e blusas.

A mãe de Lara, a dentista Andressa Hirle, de 38 anos, observa que a atividade ajuda na concentração da filha e contribui para que ela mantenha outros hábitos, como a leitura, diminuindo o tempo diante das telas.

O impacto da técnica no combate ao estresse

O artesanato também tem sido adotado como uma ferramenta de saúde mental para adolescentes e jovens adultos. Para Ana Clara dos Santos, de 17 anos, e Sofia Moreira Stein, de 13 anos, o crochê funciona como um método de relaxamento.

As jovens relatam que a prática é desestressante e auxilia diretamente na redução do tempo de uso de redes sociais. O mesmo sentimento é compartilhado por outras jovens, como Larissa Mariquito e Gabrielly dos Santos Moreira, ambas de 27 anos.

Em Vila Velha, a professora Cleuza da Silva Mattedi, de 59 anos, ministra aulas que reúnem alunos de diferentes faixas etárias, desde os 8 até os 69 anos. O grupo, que se reúne na Primeira Igreja Batista em Alvorada, utiliza o encontro para socialização.

Segundo Cleuza, o grupo acaba funcionando como uma rede de apoio e terapia coletiva. A professora afirma que o crochê permite que as pessoas conversem e compartilhem momentos, transformando o curso em uma espécie de família.

O perfil multigeracional também é observado em alunos como o cabeleireiro João Calzi, de 69 anos. Ele iniciou a prática há cerca de um ano e utiliza o artesanato como uma forma de manter uma rotina ativa.

A diversidade de alunos nas aulas de Cleuza inclui nomes como Letícia Nitz, de 39 anos, Irene Francisca da Silva, de 65 anos, Andreia Ribeiro, de 42 anos, e Cleuzeni Garcia, de 47 anos, reforçando o caráter inclusivo da atividade.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.