CSN Mineração será autuada por vazamento de minério em córrego de Congonhas
Vazamento de polpa de minério atingiu o Córrego Maria José e a portaria da Vale na manhã de quinta-feira (6)
Por Redação Diário Local
A CSN Mineração será autuada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) por causar dano ambiental em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais. O vazamento de polpa de minério atingiu o Córrego Maria José, no ponto de encontro com o Rio Maranhão, na manhã desta quinta-feira (6).
O incidente ocorreu por volta das 6h50, conforme informações do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). A redução no fluxo de minério foi detectada após uma paralisação programada da usina, o que levou à inspeção do sistema e à identificação dos pontos de vazamento na tubulação interna da Mina Casa de Pedra.
De acordo com a Semad, o vazamento atingiu também a portaria da unidade da Vale. O Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar uma vistoria de fiscalização na unidade mineira após o ocorrido.
Impactos na água e na infraestrutura
O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) acionou um laboratório para realizar uma coleta emergencial de amostras de água. A medida busca avaliar possíveis impactos à qualidade hídrica causados pelo vazamento no Córrego Maria José.
A Prefeitura de Congonhas comunicou que constatou elevada turbidez na água, mas ressaltou que o nível de contaminação exato ainda depende de análises laboratoriais. O município também informou que o material atingiu uma estrada municipal de acesso a Esmeral e Jeceaba, sendo necessário o uso de uma escavadeira para a limpeza da via.
A administração municipal pontuou que o extravasamento cobriu toda a estrutura da tubulação, o que dificultou a identificação imediata da origem exata e a estimativa do volume de resíduos liberados. Não houve registro de vítimas ou necessidade de evacuação da área.
Posicionamento das mineradoras
Em nota, a CSN Mineração afirmou que o vazamento foi pontual na tubulação que transporta minério até a área de filtragem de produto da Mina Casa de Pedra. A empresa declarou que o material extravasado era polpa de minério, e não rejeito de mineração.
A mineradora informou que, assim que o problema foi identificado, o bombeamento foi interrompido imediatamente. Equipes de manutenção e de meio ambiente foram mobilizadas para a limpeza do local, que permanece sob monitoramento preventivo.
A Vale afirmou que o incidente não teve relação com suas operações. A empresa destacou que, embora a portaria da unidade tenha sido atingida pelo material, não houve danos às estruturas da Mina de Viga.
