Defesa de Thiago Miranda nega prática de crimes em nova fase da Operação Compliance Zero
Representantes legais do publicitário afirmam que ele não participou de condutas para intimidar terceiros ou violar direitos em investigação da PF
Por Diário Local
A defesa do publicitário Thiago Miranda negou, nesta quinta-feira (9/7), a prática de qualquer ato criminoso ou conduta destinada a intimidar, coagir ou violar direitos de terceiros. A manifestação ocorre no contexto de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que teve buscas e apreensões autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Por meio de representantes legais, os advogados de Miranda refutaram as acusações que o ligam a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Segundo a defesa, a atuação profissional do publicitário sempre foi pautada pela legalidade e pelo respeito às instituições.
A investigação, que recebeu aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), apura indícios de uma atuação coordenada em redes sociais. O objetivo da conduta seria, em tese, comprometer a credibilidade do Banco Central e promover a intimidação de jornalistas.
O que apura a investigação?
A Polícia Federal investiga a existência de uma possível organização criminosa dedicada a diversas práticas ilícitas. Entre os alvos da apuração estão a intimidação de jornalistas, o monitoramento de pessoas ligadas a autoridades públicas e a obtenção indevida de informações sigilosas.
Além disso, os investigadores trabalham para entender se houve medidas destinadas a interferir em investigações criminais. O caso também contempla a análise de possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos.
Miranda, que é fundador da agência Mithi, é acusado de intermediar a execução de levantamentos contra pessoas consideradas desafetos da organização ligada a Daniel Vorcaro. Os fatos investigados podem configurar crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa e embaraço à investigação.
Posicionamento da defesa
Em nota, os representantes de Thiago Miranda destacaram que a existência de uma investigação em curso não autoriza juízos antecipados de culpa. A defesa defendeu a preservação das garantias constitucionais, como a presunção de inocência e o devido processo legal.
Os advogados afirmaram ainda que o publicitário está colaborando com as autoridades e permanecerá à disposição para prestar esclarecimentos no foro próprio, buscando demonstrar a regularidade de sua conduta.
