Abordagem de delegada durante prisão de suspeito de matar ex-namorada e criança gera críticas
Vídeo de conversa entre policial e investigado por mortes em Cotia provoca indignação nas redes sociais.
Por Redação Diário Local
A postura da delegada Mônica Gamboa durante a prisão do empresário Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, provocou críticas nas redes sociais. Ele é investigado pelo assassinato da advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e do filho dela, Raphael, de 6 anos, em Cotia, na Grande São Paulo.
As imagens que circulam na internet mostram a policial conversando com o investigado durante a abordagem. Nas gravações, a delegada aparece tentando tranquilizá-lo, explicando o procedimento que seria realizado na delegacia e informando que ele permaneceria em uma cela sozinho na unidade de Cotia.
Em um dos trechos, a autoridade policial diz ao suspeito para manter a calma e justifica que participou pessoalmente da ação para que a mãe do investigado confiasse melhor no procedimento, conforme havia sido combinado com os familiares e a defesa do homem.
Repercussão nas redes sociais
A divulgação do vídeo causou indignação entre usuários que consideraram a abordagem excessivamente acolhedora diante da gravidade das acusações. Comentários publicados nas redes sociais questionaram a maneira como a autoridade se dirigiu ao investigado, fazendo comparações com o tratamento relatado por mulheres que buscam delegacias para denunciar violência.
Por outro lado, houve manifestações em defesa da conduta da policial. Alguns internautas argumentaram que a preocupação da delegada era atender ao combinado com a mãe do empresário, uma senhora idosa que colaborou com a polícia ao conduzir os agentes até o local onde o filho estava escondido.
Detalhes do crime e investigação
O caso que motivou a investigação ocorreu em Cotia. Anna Gabriela e o filho, de 6 anos, foram encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam na terça-feira (3). As investigações apontam que o investigado esteve no imóvel com as vítimas na noite de domingo (1) e deixou o condomínio na madrugada de segunda-feira (2).
A Polícia Civil apura se as vítimas foram dopadas antes de morrerem por asfixia. A investigação também busca esclarecer se o suspeito tentou ocultar vestígios no local, como o uso de incenso para disfarçar o odor nos corpos. O relacionamento entre o empresário e a advogada era marcado por conflitos e ameaças, segundo depoimentos colhidos pela polícia.
Eric Conrado foi preso na noite de quarta-feira (4) em uma residência na Zona Oeste de São Paulo. A Justiça determinou que ele permaneça preso temporariamente por 30 dias enquanto a polícia aguarda resultados de laudos periciais e toxicológicos para avançar no caso.
