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Distrito Federal

Laudo do IML revela que bebê de 1 ano morreu após ter coração rompido por agressões no DF

Exame pericial indicou que a criança sofria espancamentos constantes antes de morrer por traumas internos e hemorragia.

Por Redação Diário Local

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal revelou que a bebê Alice Fraga Delgado de Oliveira, de 1 ano e 3 meses, morreu em razão de traumas internos graves causados por agressões físicas. Segundo a perícia, a criança sofreu a ruptura total do tecido cardíaco e apresentou um quadro de hemopneumotórax (acúmulo de ar e sangue no tórax).

Os exames indicaram que a menina era submetida a espancamentos constantes. O corpo apresentava fraturas em várias costelas com sinais de calcificação, o que comprova que os ossos haviam sido quebrados repetidas vezes ao longo de sua vida. A certidão de óbito apontou como causas diretas da morte a hemorragia aguda, o politraumatismo e a ação contundente.

A investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) aponta que a morte foi o desfecho de um histórico de violência sistemática. Ao longo dos 15 meses de vida, a bebê deu entrada em unidades hospitalares por três vezes. Em um dos atendimentos anteriores, ela já havia sido diagnosticada com traumatismo cranioencefálico provocado por agressões físicas.

O episódio fatal ocorreu no final de semana de 24 e 25 de outubro. No domingo (25), a criança foi levada desacordada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, apresentando hematomas em diferentes estágios de evolução e cicatrização. Apesar das tentativas de reanimação, a bebê não resistiu aos ferimentos.

Pedido de proteção negado pela Justiça

O caso ganhou contornos de omissão após a Justiça do Distrito Federal negar um pedido de urgência do Conselho Tutelar de Samambaia. Na quinta-feira (22), o juiz Alexandre Pamplona Tembra indeferiu a solicitação para afastar a criança do convívio da mãe, do padrasto e da babá.

A medida de proteção havia sido formalizada após profissionais de saúde identificarem lesões graves no corpo da menina durante um atendimento em 13 de outubro, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Mesmo com as evidências de violência física registradas pelas equipes médicas, o pedido de acolhimento institucional foi negado.

Prisão do suspeito

Nesta sexta-feira (6), agentes da 32ª Delegacia de Polícia prenderam o padrasto da criança, João Carlos Pereira da Costa, de 23 anos. Ele é o principal suspeito de ter provocado as lesões corporais que resultaram na morte de Alice.

A PCDF agora trabalha no cruzamento dos depoimentos colhidos com os achados periciais do IML para concluir o inquérito policial. O objetivo é buscar a responsabilização formal do suspeito pelos crimes cometidos contra a criança.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.