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Justiça

Justiça condena empresário a 17 anos de prisão por morte de motorista de aplicativo em São Paulo

Fernando Sastre deve cumprir pena em regime fechado por homicídio culposo e lesão corporal após acidente com Porsche

Por Redação Diário Local

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou, nesta quinta-feira (29), o empresário Fernando Sastre a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão em regime fechado. A sentença é pelo crime de homicídio culposo (não intencional) que resultou na morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, na Avenida Salim Farah Maluf, zona leste da capital paulista.

O acidente ocorreu na noite de 31 de março de 2024. Além da morte de Ornaldo, Sastre foi condenado por causar lesão corporal gravíssima em Marcus Vinicius Machado Rocha, amigo que estava no Porsche no momento da batida e ficou gravemente ferido.

O que aconteceu no julgamento?

Durante o segundo dia de julgamento, realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, o réu confessou ter ingerido bebida alcoólica em um restaurante antes de assumir a direção do veículo. Em depoimento, Sastre afirmou que se arrepende de ter consumido um drink antes de seguir para uma casa de jogos.

A defesa do empresário, representada pelo advogado Eugênio Malavasi, concordou que o homicídio se consumou e admitiu que o réu foi imprudente ao dirigir em alta velocidade alcoolizado. No entanto, os advogados alegaram que Sastre jamais teve a intenção de matar a vítima ou ferir o passageiro.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) havia solicitado a condenação por homicídio e lesão corporal com dolo eventual, o que caracteriza o assumimento do risco de produzir o resultado. A acusação também pediu o aumento da pena devido ao histórico de infrações de trânsito do réu.

Relatos e consequências do acidente

O passageiro do veículo, Marcus Vinicius Machado Rocha, relatou que sofreu ferimentos graves, incluindo a perda do baço e fraturas nas costelas. O estudante afirmou ter sido intimidado por amigos para não relatar a verdade sobre o estado de embriaguez do condutor na noite do acidente.

Segundo a versão de Sastre, o grupo estava em uma programação de jantar e jogos de poker quando o acidente aconteceu. O empresário relatou ter tido um "apagão" de memória durante a colisão e afirmou que saiu do local sob a justificativa de que teria autorização de uma policial militar para seguir com sua mãe.

A namorada do empresário, Giovanna Pinheiro, também foi alvo de penalidade judicial. Ela foi multada em 10 salários mínimos pelo tribunal devido ao mau comportamento durante as sessões do julgamento e por não ter se apresentado em juízo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.