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São Paulo

Justiça concede liberdade provisória a Alessandra Moja, líder da Favela do Moinho

Decisão da 1ª Vara de Organizações Criminosas considerou questões humanitárias para substituir a prisão preventiva por medidas cautelares

Por Redação Diário Local

A 1ª Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores concedeu liberdade provisória a Alessandra Moja, líder da Favela do Moinho, no centro de São Paulo. A decisão, publicada nesta terça-feira (27), substitui a prisão preventiva por medidas cautelares.

O Judiciário considerou questões humanitárias para a concessão do benefício, uma vez que a acusada é mãe de uma adolescente e de um filho com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que demandam cuidados específicos. Segundo o documento, tais circunstâncias permitem que ela responda ao processo enquanto apoia os filhos.

Alessandra Moja estava presa desde 8 de setembro de 2025, durante a Operação Sharpe. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), pela Polícia Militar (PM) e pela Polícia Civil. A investigação aponta que ela utilizava a posição de líder comunitária para cumprir ordens de seu irmão, Leonardo Moja, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Quais as obrigações da acusada?

Com a substituição da prisão, Alessandra Moja deve cumprir uma série de medidas cautelares. Ela está proibida de se aproximar da região central de São Paulo e de se ausentar da comarca onde reside sem uma autorização judicial prévia.

Além disso, a medida impõe que a acusada compareça à Justiça para prestar informações a cada dois meses. A decisão visa garantir a continuidade do processo criminal sem o encarceramento imediato.

O que diz a defesa?

A defesa da líder comunitária contesta as acusações e afirma que a prisão teve motivação política. De acordo com os advogados, o objetivo seria utilizar laços familiares para construir vínculos de criminalidade.

Os defensores de Alessandra também alegam que não foram apontadas vítimas ou episódios de coerção contra moradores da comunidade. A defesa afirma ainda que a acusada sofreu tortura e que as provas apresentadas no processo foram forjadas.

Contexto da Favela do Moinho

A Favela do Moinho passou por um processo de desocupação e demolição iniciado em abril de 2025. O terreno, que pertencia à União, foi cedido ao Governo de São Paulo para a implementação do Parque do Moinho, um projeto de transformação urbana voltado ao lazer e convivência social.

O governo estadual publicou, nesta terça-feira (27), o edital para a contratação da empresa que executará as obras do parque. O contrato está estimado em R$ 41,3 milhões, com prazo para entrega de propostas até o dia 19 de novembro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.