Diário Local
Caso Naskar

Empresário suspeito de fraude na Naskar foge para Dubai com mandado de prisão em aberto

Douglas Azara, investigado por desviar R$ 75 milhões da Zema Financeira, teria viajado para os Emirados Árabes após decreto judicial.

Por Redação Diário Local

O empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos, fugiu para Dubai, nos Emirados Árabes, no dia 15 de julho (15), enquanto possuía um mandado de prisão preventiva em aberto. Azara é investigado por liderar um esquema que desviou R$ 75 milhões da fintech Zema Financeira, em Araxá (MG).

A ordem de prisão foi expedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em 1º de julho (01), duas semanas antes da viagem do empresário ao país árabe. De acordo com as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o grupo comandado por Azara realizou um ataque cibernético para acessar chaves de pagamento da instituição e realizar transferências para empresas de fachada.

Como funcionava o esquema de desvio

A investigação aponta que a invasão ao sistema da Zema Financeira teria sido viabilizada pelo uso indevido de uma credencial de uma empresa de tecnologia contratada pela fintech. Ao obter o acesso, o grupo utilizou diversas empresas de fachada para pulverizar e lavar os recursos desviados.

A Polícia Civil de MG constatou que a conexão de internet utilizada para realizar a invasão partiu do endereço residencial de Douglas Azara, em um condomínio em Anápolis (GO). No total, 19 empresas foram utilizadas no esquema para movimentar os valores.

Parte do dinheiro desviado teria sido direcionada para a conta da Jabuti Capital, empresa da qual Douglas Azara é o único sócio. O ataque também causou um prejuízo de R$ 60 milhões envolvendo empresas ligadas à família de Romeu Zema.

Investigados e prisões realizadas

O caso envolve diversos familiares e conhecidos de Azara. No dia 23 de junho (23), a Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu Marllon Henrique Castro Silva, apontado como diretor de tecnologia do grupo, e Maycon Douglas Bastos de Castro, cunhado de Azara, em cumprimento a mandado expedido pelo TJMG.

Outras pessoas citadas nas investigações incluem a advogada Jessika Lorrane Bastos de Castro, companheira de Douglas, e a avó do empresário, Célia de Fátima Ferreira, de 77 anos. A idosa, que possui diagnóstico de Alzheimer, teve a Naskar transferida para seu nome, mas a Polícia Civil informou que ela não responde mais por si.

O grupo também é investigado pelo impacto causado aos clientes da Naskar, que somam um prejuízo estimado em R$ 900 milhões. Douglas Azara, que é ex-estudante de medicina da Universidade de Brasília (UnB), segue sendo procurado pelas autoridades.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.