Engenheiro capixaba recebe prêmio nos EUA após bater recorde de perfuração de poços
Natural de Vila Velha, Salomão Luis Antonio foi reconhecido pela eficiência operacional em perfuração de petróleo e gás na América do Norte.
Por Redação Diário Local
O engenheiro capixaba Salomão Luis Antonio recebeu um prêmio nos Estados Unidos por desempenho e eficiência operacional na perfuração de poços de petróleo e gás. O reconhecimento está associado a um recorde alcançado pela Baker Hughes Drilling Services na América do Norte.
Durante a operação técnica, a equipe perfurou 21.582 pés, o que equivale a cerca de 6,5 quilômetros (6.579 metros), considerando a curva e o trecho lateral de um poço de longo alcance.
O profissional, que atua na empresa americana Baker Hughes, presta serviços para a Petrobras em operações offshore, em alto mar. Salomão detalha que a função exige alta precisão e compara sua responsabilidade à de um piloto de Fórmula 1 durante as manobras de perfuração.
Histórico de premiações
Este é o terceiro reconhecimento recebido pelo engenheiro nos últimos quatro anos. Em 2025, ele foi premiado por uma operação realizada para a operadora Apache, na Bacia de Midland, que estabeleceu um recorde de velocidade de perfuração.
Naquela ocasião, a perfuração atingiu 7.125 pés (cerca de 2,2 quilômetros) com velocidade média de 316 pés por hora, o que representa aproximadamente 96 metros por hora. O primeiro prêmio registrado ocorreu em 2023, após uma operação para a operadora Coterra, no estado de Oklahoma.
No trabalho realizado em Oklahoma, foram perfurados 11.543 pés em 56 horas, totalizando cerca de 3,5 quilômetros. Desse volume, aproximadamente 1,6 quilômetro (5.108 pés) foram perfurados em apenas 24 horas.
Trajetória profissional
Nascido em Vila Velha e tendo residido em Coqueiral de Aracruz, no Norte do Espírito Santo, Salomão é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ele iniciou a atuação no setor de petróleo e gás em 2006, logo após concluir a graduação.
Após consolidar carreira com perfuração em terra, o engenheiro teve a oportunidade de trabalhar nos Estados Unidos em 2016. Atualmente, ele é o único brasileiro no setor em que atua pela Baker Hughes.
Nas operações em alto mar, o ritmo de trabalho envolve períodos de 28 dias embarcado, seguidos por duas semanas de folga. A atividade abrange desde o planejamento e projeto até a coordenação da perfuração da crosta terrestre.
