Mãe de namorado de estudante morta em Fortaleza é exonerada de cargo no Ceará
Sara Regina Alexandre Munhoz ocupava cargo de coordenação na Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização.
Por Redação Diário Local
A mãe de João Munhoz Neto foi exonerada de um cargo comissionado na Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP) do Ceará. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta terça-feira (22).
Sara Regina Alexandre Munhoz ocupava o cargo de Coordenadora na Coordenadoria de Execução da Saúde Prisional (Cosap). A exoneração foi assinada pelo secretário da SAP, Mauro Albuquerque.
A medida ocorre em meio aos desdobramentos das investigações sobre a morte de Isabelle Caracristi, de 22 anos. A estudante de direito foi encontrada morta no último domingo (13) em um condomínio de luxo em Fortaleza.
O namorado da estudante, João Munhoz Neto, teve a prisão convertida em preventiva pelo Tribunal de Justiça do Ceará nesta quarta-feira (23). Ele é investigado pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) e pode ser indiciado por indução ao suicídio, obstrução de prova e abuso psicológico.
O delegado-geral da PCCE, Márcio Gutiérrez, detalhou que as investigações apontam para um relacionamento abusivo. Segundo os depoimentos colhidos pela polícia, o investigado mantinha uma relação de controle e violência psicológica sobre a vítima, limitando, inclusive, o direito de ir e vir da estudante.
De acordo com as informações constantes nos autos do processo, João Munhoz teria retornado ao condomínio no dia seguinte à morte da estudante para procurar o celular dela. Consta ainda que ele teria solicitado que a família de Isabelle não entrasse no condomínio.
A investigação também apura que o investigado teria pedido que o apartamento onde morava com a mãe, Sara Regina, fosse limpo e colocado à venda após o ocorrido. Durante as diligências, um celular e um tablet foram apreendidos na praia de Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.
A defesa da família de Isabelle informou que o celular da jovem foi entregue ao tio dela e que mensagens enviadas pela estudante momentos antes da morte contêm alertas. Em áudios enviados ao primo, Isabelle teria afirmado que o aparelho serviria como prova caso algo acontecesse com ela.
