Vizinho tenta salvar mulher morta a facadas em feminicídio no Itapoã
Eletricista e socorrista prestou primeiros socorros a Flávia Gomes da Silva antes da chegada dos bombeiros no Distrito Federal.
Por Redação Diário Local
Uma mulher de 35 anos, identificada como Flávia Gomes da Silva, foi morta a facadas pelo companheiro nesta segunda-feira (7), na região do Itapoã, no Distrito Federal. O crime ocorreu quando a vítima caminhava pela rua acompanhada da filha, de 4 anos, após retornar de um mercado.
O socorrista e eletricista Odesvaldo Alves Cardoso, de 30 anos, foi o vizinho que prestou os primeiros socorros à vítima. Ele relatou que ouviu os gritos de socorro de Flávia e da criança enquanto se preparava para sair de casa para ir à igreja. Ao chegar ao local, Odesvaldo encontrou a mulher caída, em estado de choque, mas ainda apresentando sinais de respiração e batimentos cardíacos.
O socorrista permaneceu no local realizando o atendimento inicial até a chegada das equipes de emergência do Corpo de Bombeiros. Segundo informações da polícia, o agressor, Anderson Gonçalves, de 44 anos, teria ordenado que a criança corresse antes de iniciar o ataque com uma faca de pesca.
Após o crime, o suspeito fugiu do local em um veículo. Ele admitiu em depoimento que buscou a arma do crime no carro e saiu dirigindo em direção a uma área de matagal, onde teria perdido o objeto e sua carteira.
Prisão do suspeito
Anderson foi localizado e preso na manhã desta terça-feira (8), por volta das 7h, nas proximidades da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá. O investigado foi capturado pouco antes de uma tentativa de sua defesa de apresentá-lo formalmente à delegacia.
Testemunhas relataram aos policiais terem ouvido uma discussão entre o casal momentos antes do ocorrido. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem fazia uso excessivo de bebidas alcoólicas, principalmente aos finais de semana.
Histórico de violência
A irmã de Flávia informou que o casal mantinha um relacionamento desde 2017. Embora não morassem oficialmente juntos, o homem frequentava a residência da vítima com constância. A familiar relatou ainda ter presenciado agressões contra a irmã em duas ocasiões diferentes.
Apesar das reclamações feitas por Flávia sobre o comportamento do companheiro, a vítima nunca chegou a registrar boletim de ocorrência pelas agressões anteriores. Um dos filhos mais velhos da mulher soube do caso por meio de um vizinho que presenciou a cena do crime.
