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Justiça

Justiça determina que filho de Karina Kufa fique sob guarda do pai após casamento da advogada com Brennand

Decisão liminar da Justiça de São Paulo atribui guarda provisória ao ex-marido da advogada, que é casada com Thiago Brennand

Por Davy Albuquerque

A Justiça de São Paulo determinou que o filho de 10 anos de Karina Kufa permaneça sob a guarda provisória do pai, Amilton Augusto da Silva Júnior. A decisão liminar foi proferida pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e Sucessões do Foro Central Cível de São Paulo.

O caso ganhou novos desdobramentos após o casamento entre a advogada e o empresário Thiago Brennand, realizado via procuração pública em um cartório de Potim, no interior de São Paulo. Brennand está detido desde 2023 e cumpre pena na Penitenciária II de Potim.

Em nota, Amilton Júnior afirmou que tomou medidas legais para assegurar o desenvolvimento e o bem-estar do filho. O advogado ressaltou que o processo corre sob segredo de justiça para preservar a intimidade e o interesse da criança, e disse confiar na Justiça.

O que motivou a decisão judicial?

Ao conceder a guarda provisória ao ex-marido da advogada, o magistrado Eduardo Palma Pellegrinelli pontuou que as acusações contra Brennand são graves. A decisão também faz menção a um processo em que o empresário é investigado por agressão contra o próprio filho.

Relatos de 2022 indicam que o jovem teria sofrido agressões físicas. Em depoimento ao Ministério Público, o filho de Brennand descreveu episódios de violência e afirmou sentir medo do pai.

Karina Kufa, que é responsável pela defesa de Brennand na esfera criminal, declarou que irá recorrer da decisão. Em declaração, ela afirmou que acredita na Justiça e que sua atuação como advogada e mãe será alvo de ataques.

Histórico de investigações contra Brennand

Thiago Brennand responde a diversos processos criminais, incluindo denúncias de crimes sexuais, lesão corporal, cárcere privado e corrupção de menor. Ele possui condenações anteriores por estupro e agressão a uma modelo.

A condenação mais recente ocorreu em setembro de 2025, quando a Justiça de São Paulo o sentenciou a oito anos de prisão em regime fechado pelo estupro de uma estudante de medicina.

O empresário foi transferido de Guarulhos para a unidade de Potim em março deste ano, após alegações de risco à sua integridade física. Ele permanece detido aguardando o cumprimento das penas e o andamento das investigações.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.