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Grupo de ransomware leiloa dados de órgãos públicos de Berlim após recusa de pagamento

Autoridades da capital alemã se recusaram a pagar resgate após roubo de 5,79 terabytes de informações confidenciais.

Por Redação Diário Local

O grupo de ransomware Rhysida anunciou, nesta sexta-feira (28), a abertura de um leilão para a venda de uma grande quantidade de dados roubados de órgãos públicos de Berlim. A medida ocorre após as autoridades municipais da cidade alemã se recusarem a realizar o pagamento do resgate solicitado pelos criminosos.

Segundo informações divulgadas pelo grupo em seu site oficial, o ataque resultou no roubo de 5,79 terabytes de dados. O material inclui 46.500 contratos, além de endereços de e-mail, números de telefone, senhas e outras informações confidenciais.

O leilão dos dados tem um lance inicial de 30 bitcoins e conta com uma contagem regressiva que deve durar pouco menos de sete dias. O valor do bitcoin era negociado a US$ 77.650 nesta sexta-feira (28).

Em comunicado conjunto emitido nesta sexta-feira (28), o prefeito de Berlim, Kai Wegner, e a senadora do Interior, Iris Spranger, afirmaram que o estado não se submeterá à extorsão. O posicionamento oficial ocorreu antes mesmo da reivindicação de autoria do grupo hacker.

O prefeito Kai Wegner informou a jornalistas que a extensão da violação ainda está sendo avaliada pelas autoridades competentes. Por esse motivo, detalhes específicos sobre o escopo exato ou o conteúdo da informação comprometida ainda não foram disponibilizados.

A senadora Iris Spranger garantiu que a infraestrutura eleitoral da cidade não foi atingida pelo ataque. O incidente ocorre em um momento sensível, a menos de um mês das eleições que a cidade-estado realizará no sábado (20) de setembro, mas autoridades de segurança afirmam que nenhum dado relacionado ao pleito foi comprometido.

O grupo Rhysida, que segundo pesquisadores opera a partir da Rússia ou da Europa Oriental, assumiu a autoria de quase 280 ataques desde o seu surgimento, em junho de 2023. A organização tem como alvo recorrente instituições governamentais, como ocorreu em ataques anteriores ao Exército chileno e à British Library.

Dados do serviço de análise Ransom-DB indicam que aproximadamente metade das vítimas do grupo está localizada nos Estados Unidos, seguidos por Reino Unido, Canadá e Itália. Além de órgãos governamentais, o grupo também atacou escolas, unidades de saúde e empresas de diversos portes.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.