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Investigação

Polícia Civil indicia casal por morte de jovem em Jaboticatubas

Inquérito sobre a morte de Beatriz Vitória foi concluído e enviado à Justiça nesta quinta-feira (5).

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou o casal suspeito de matar Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os indiciados são Samuel Castro Melo, de 18 anos, e Carla Luíza da Silva, de 23, investigados por feminicídio, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menores.

O inquérito policial foi concluído nesta quinta-feira (5) e encaminhado à Justiça. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (6) pelo advogado da família da vítima, Marcus Torres. Segundo a defesa, Carla Luíza também deve responder pelo crime de furto qualificado.

O corpo de Beatriz foi localizado enterrado em uma cova rasa na zona rural de Jaboticatubas no dia 21 de outubro (21). O achado ocorreu quase duas semanas após a jovem desaparecer ao se aproximar de um carro enquanto estava com amigos em um bar, no dia 9 de outubro (9).

Como foi o crime?

A investigação aponta que o assassinato foi premeditado. De acordo com a Polícia Civil, havia uma cova preparada antes da execução. Durante a investigação, foram encontradas mensagens nos celulares dos suspeitos indicando que o casal planejava fazer uma tatuagem conjunta em referência à morte da vítima.

A principal linha de apuração indica que a motivação pode ter sido ciúmes ou desavenças entre a vítima e a atual namorada de Samuel. Os investigadores também levantaram a possibilidade de que Beatriz estivesse grávida, suspeita compartilhada por familiares, mas o delegado Alexandre Fonseca afirmou que o Instituto Médico Legal (IML) deve esclarecer a questão.

O que dizem os investigados?

Durante o depoimento, Carla Luíza optou por permanecer em silêncio. Samuel admitiu que estava no veículo que buscou a vítima, mas tentou atribuir a responsabilidade pelo planejamento e pela execução do crime a uma adolescente de 15 anos.

A Polícia Civil contesta a versão de Samuel e afirma que os elementos reunidos indicam a possível participação dos três envolvidos. A adolescente, que levou os investigadores até o local onde o corpo foi encontrado, é tratada como testemunha no momento, mas o caso segue sob investigação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.