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Investigação

Irmã de delegada registra ocorrência por violência psicológica após caso do dinheiro em puff

Marise Corsato Braga registrou boletim de ocorrência alegando danos emocionais e exposição de sua condição de saúde pela irmã.

Por Redação Diário Local

A irmã da delegada Maria Corsato registrou um boletim de ocorrência contra a agente por suposta violência psicológica. Segundo Marise Corsato Braga, a delegada utilizaria meios indiretos para manipulá-la, causando danos emocionais e expondo informações íntimas de saúde em redes sociais.

No registro policial, Marise afirmou que a irmã tem conhecimento de sua condição de fragilidade psicológica, uma vez que ela realiza acompanhamento psiquiátrico para tratar transtorno de ansiedade e depressão. A denunciante relatou ter se sentido humilhada após a delegada publicar uma nota mencionando seu histórico de saúde e comportamento.

A irmã da delegada relatou ainda sentir medo por sua integridade física, destacando que Maria Corsato possui arma de fogo. O boletim de ocorrência indica que a mulher tem evitado sair de casa desde que recebeu mensagens indicando que também seria alvo de investigação policial, o que a impediu de votar nas eleições.

Dinheiro encontrado em móvel

O conflito entre as irmãs ganhou escala após a Polícia Militar ser acionada para atender uma ocorrência envolvendo valores em espécie escondidos dentro de um puff. O móvel foi entregue pela delegada no dia 30 de setembro, quatro dias antes do primeiro turno das eleições.

De acordo com o relato, no último sábado (25), Marise abriu o objeto com uma faca e encontrou notas de dinheiro e papéis com anotações. A quantia milionária foi apreendida e será encaminhada para depósito judicial após a realização das perícias cabíveis.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou procedimentos para investigar a origem dos valores e apurar eventual responsabilidade criminal e administrativa da agente. O caso é investigado sob as tipificações de lavagem de dinheiro, irregularidades funcionais e apreensão de bens.

Argumentos da defesa

A delegada Maria Corsato afirmou que o montante encontrado no móvel é proveniente de uma herança de uma tia, ainda não partilhada ou declarada. Segundo a defesa da agente, as irmãs pretendiam regularizar a situação financeira do valor, mas a denúncia ocorreu durante um suposto surto da irmã.

Em suas redes sociais, Maria Corsato alegou que a denúncia foi motivada por um desentendimento familiar ocorrido após um conflito no local de trabalho de seu cunhado. A delegada também mencionou que a relação entre as duas já apresentou episódios de conflito anteriores, como em 2008.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.