Diário Local
Segurança

PF cumpre buscas contra o pastor Márcio Poncio em nova fase da Operação Unha e Carne

Operação Unha e Carne apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (29).

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal (PF) cumpre mandados de busca nesta quinta-feira (29) contra o pastor Márcio Poncio, no Rio de Janeiro. A ação integra a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio por parte de uma organização criminosa.

Além de Poncio, a PF também cumpre mandados contra Bernardo Loyola. Segundo a investigação, Loyola é apontado como gerente e sucessor do contraventor Adilsinho. O alvo das buscas inclui salas comerciais ligadas ao pastor, apontadas como estruturas administrativas do grupo, além de um imóvel residencial vinculado a Loyola.

O que a PF investiga nesta fase?

A atual fase da Operação Unha e Carne apura o uso de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores. De acordo com a PF, dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos anteriormente indicaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais utilizados pela organização.

As apurações apontaram a existência de uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas no nome de familiares, colaboradores e terceiros. A suspeita é que esses bens permaneçam sob administração dos integrantes do grupo, mas sem ligação formal com eles.

A investigação também identificou o uso de entidades religiosas e holdings para desvincular a titularidade de bens de alto valor. Além disso, a PF citou o uso recorrente de dinheiro em espécie e de empresas sediadas em jurisdições de tributação favorecida para movimentar recursos sem rastreabilidade.

Histórico de prisões na operação

Márcio Poncio havia sido preso em julho, durante a quinta fase da mesma operação, que investiga ligações entre agentes públicos e o crime organizado no Rio de Janeiro. Naquele período, outros nomes também foram alvos, como o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar e o contraventor Adilsinho.

Poucos dias após a prisão em julho, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu a Poncio o direito à prisão domiciliar humanitária. A decisão foi baseada em laudos médicos que apontam que o pastor enfrenta um quadro grave de retocolite ulcerativa, uma doença inflamatória crônica.

A conversão para o regime domiciliar contou com o parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), que entendeu que as medidas patrimoniais já adotadas garantiam a continuidade da investigação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.