Dupla acusada de matar e esquartejar morador de rua vai a júri nesta terça-feira (4) no DF
Augusto César Nunes Romano e Gerson Sousa Basílio são acusados de matar Sidnei Martins de Oliveira com facadas no Riacho Fundo I.
Por Redação Diário Local
Augusto César Nunes Romano, de 23 anos, e Gerson Sousa Basílio, de 52, serão julgados pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (4/8). Eles são acusados de matar e esquartejar Sidnei Martins de Oliveira, de 56 anos, em um crime ocorrido em abril de 2025, no Riacho Fundo I, no Distrito Federal.
O julgamento está marcado para as 10h, no Tribunal do Júri de Sobradinho. Caso sejam condenados, a soma das penas pelos crimes pode chegar a 35 anos de reclusão.
Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a vítima foi atacada com, no mínimo, 39 facadas, todas concentradas na região do pescoço. O crime teria sido motivado por ciúmes, após um suposto comentário de cunho sexual feito pela vítima a Augusto.
De acordo com o levantamento policial, os envolvidos consumiam bebidas alcoólicas com Sidnei na noite de quinta-feira (3/4/2025), próximo ao shopping Riacho Mall. Por volta das 3h40, o grupo se deslocou para um apartamento na QN 7 da região administrativa.
Após o ataque, a dupla utilizou uma faca de serra e uma tesoura para esquartejar o corpo da vítima. Durante os depoimentos, Gerson, conhecido como "Paraíba", afirmou ser o responsável por ceifar a vida de Sidnei.
As partes do corpo foram divididas em caixas para o descarte. Câmeras de segurança registraram um dos suspeitos saindo do imóvel com uma caixa contendo as pernas da vítima, enquanto o tronco, a cabeça e os braços foram descartados em outro momento.
Os restos mortais foram abandonados em contêineres na rua do condomínio, no conjunto 5 da QN 7, no Riacho Fundo I. A investigação detalhou que os envolvidos tentaram ocultar os vestígios do crime após o homicídio.
Os acusados respondem judicialmente pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e contra o respeito aos mortos. O caso agora segue para a deliberação dos jurados no tribunal.
