Justiça de São Paulo mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra em operação contra o PCC
Decisão da 3ª Vara de Presidente Prudente aponta necessidade de garantir a ordem pública e econômica em investigação sobre lavagem de dinheiro.
Por Redação Diário Local
A Justiça de São Paulo decidiu, nesta quarta-feira (27), manter a prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra e de outros réus investigados na Operação Vérnix. A operação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro com ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Deolane está detida desde o dia 21 de maio (21) no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado. A decisão foi proferida pela 3ª Vara de Presidente Prudente, que considerou necessários os fundamentos para a manutenção da prisão.
Segundo a decisão judicial, a medida é necessária para garantir a ordem pública e econômica, além de assegurar a conveniência da instrução criminal e a aplicação da lei penal. O Judiciário apontou ainda o risco de continuidade das atividades de lavagem de dinheiro e indícios de atuação de uma organização criminosa.
A decisão também determinou a continuidade das buscas para localizar Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, que são considerados foragidos. De acordo com as investigações, ambos são sobrinhos de Marcola, apontado como uma das principais lideranças do PCC.
O esquema de movimentações financeiras
A influenciadora é suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e participação na facção criminosa. No inquérito, consta que, entre 2018 e 2021, Deolane teria recebido mais de R$ 1 milhão por meio de depósitos fracionados.
Os valores recebidos eram inferiores a R$ 10 mil, técnica conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades. Investigadores identificaram cerca de 50 depósitos em empresas ligadas à influenciadora, que somam aproximadamente R$ 716 mil.
A Polícia Civil informou que não foram encontrados contratos ou registros de prestação de serviços advocatícios que pudessem justificar parte dessas movimentações financeiras. A investigação busca entender a origem e o destino dos recursos movimentados no período.
Em decorrência das investigações e dos indícios apurados, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões vinculados à influenciadora para garantir o processo e a ordem pública.
