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Manifestação

Manifestantes protestam contra suposta interferência da Meta nas eleições em frente à sede da empresa em SP

Ato realizado em São Paulo questiona restrições de alcance e moderação de conteúdo em plataformas da empresa.

Por Redação Diário Local

Manifestantes realizaram um protesto na tarde desta segunda-feira (19) em frente à sede da Meta, em São Paulo, contra uma suposta interferência da empresa no processo eleitoral brasileiro. O ato, organizado por movimentos sociais e entidades da sociedade civil, ocorreu na Avenida Faria Lima, na Zona Sul da capital.

O movimento, que utiliza o nome “Meta, não se meta na nossa eleição”, acusa a companhia — responsável por plataformas como Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads — de realizar restrições de alcance e moderação de conteúdo contra grupos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a mobilização, os participantes tentaram entregar uma notificação extrajudicial ao diretor da Meta no Brasil, Conrado Leister, mas a empresa se recusou a receber o documento.

Quais são as denúncias dos organizadores?

As entidades organizadoras afirmam que, nas últimas semanas, foram registrados casos de perfis banidos, remoção de publicações e quedas repentinas de alcance, prática que chamam de "shadowban". Eles alegam que essas ações ocorrem sem qualquer notificação clara aos usuários afetados.

Além da moderação de conteúdo, o grupo questiona o uso de sistemas de inteligência artificial para a classificação e recomendação de candidatos. Há também questionamentos sobre supostas irregularidades em anúncios eleitorais pagos com moeda estrangeira. O documento de exigências enviado no protesto pede transparência nas decisões de moderação e a criação de canais para contestação de usuários.

Os manifestantes também solicitam a preservação de registros de moderação para permitir auditorias pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo Ministério Público e pela sociedade civil.

O que diz a Meta sobre as acusações?

Em nota divulgada pela empresa, a Meta afirmou que não toma partido em processos eleitorais e que seus sistemas não distribuem conteúdos com base em ideologia política. A companhia declarou que incidentes técnicos recentes afetaram tanto a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva quanto a de Flávio Bolsonaro.

Sobre a suspensão de uma conta de anúncios da campanha de Lula, ocorrida em 23 de setembro, a empresa explicou que a desativação durou pouco mais de uma hora e foi causada por um erro técnico durante uma análise de combate a fraudes relacionada a programas federais. Segundo a Meta, a suspensão não teve motivação política.

A empresa também tratou de falhas no assistente de inteligência artificial Meta AI. De acordo com a companhia, os problemas de recomendação e geração de imagens resultaram de lacunas nas proteções do sistema e não de viés político. A Meta reiterou que cada incidente mencionado possui uma explicação documentada e que não há tentativa de influenciar o pleito.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.