Diário Local
Brasil

Menino de 3 anos morre após ser espancado pelo pai em Viamão por não dizer 'bom dia'

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul relatou que o menino sofreu lesões gravíssimas, incluindo afundamento do crânio e deslocamento do coração.

Por Diário Local

Um menino de 3 anos morreu na madrugada desta quinta-feira (9) após ser espancado pelo pai no distrito de Águas Claras, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), a criança apresentava lesões gravíssimas, incluindo o afundamento do crânio e o coração deslocado devido à intensidade das agressões.

A morte foi confirmada após o menino permanecer internado em estado gravíssimo. O caso ocorreu no último domingo (5/7), quando o próprio pai levou o filho ao hospital de Viamão após as agressões. Ao constatar a gravidade das feridas, a equipe médica acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

Em depoimento à Polícia Civil, o pai da criança afirmou que a motivação para o espancamento foi o fato de o filho não ter lhe dado "bom dia". O homem relatou ter desferido socos no peito e no abdômen do menino, além de ter batido a cabeça da criança contra o chão.

A delegada responsável pelo caso, Luana Medeiros, destacou que as lesões encontradas não são compatíveis com a versão apresentada pelo agressor. O homem admitiu apenas três socos e uma batida na cabeça, mas a gravidade dos danos indica uma violência maior.

Segundo informações da delegada, baseadas no relato de uma médica que atendeu a criança, o impacto das agressões foi tão forte que causou o afundamento do crânio, a fratura completa do fêmur e o deslocamento do coração do menino.

O agressor, um norte-americano, foi preso em flagrante no hospital. Durante a audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva. A mãe da criança também está presa e os dois respondem por crimes que estão sendo investigados.

A Polícia Civil investiga agora os crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e omissão. A investigação busca apurar a participação de todos os envolvidos no caso.

A corporação aguarda a conclusão do laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para determinar oficialmente a causa da morte e complementar o inquérito.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.