Mulher é morta a tiros por ex-companheiro na Candangolândia após disputa por pensão
Vítima foi baleada na cabeça e no tórax na última quinta-feira (16); suspeito morreu após ser localizado pela polícia.
Por Redação Diário Local
A mulher de 30 anos Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa morreu na manhã desta sexta-feira (16) após ser baleada pelo ex-companheiro na Candangolândia, no Distrito Federal. O crime ocorreu nesta quinta-feira (15), após disputas relacionadas ao pagamento de pensão alimentícia da filha do casal, uma criança de 3 anos.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a vítima foi atingida na cabeça e no tórax. Mayara foi resgatada em estado gravíssimo e encaminhada ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) em parada cardiorrespiratória, mas não resistiu aos ferimentos.
A mãe da vítima, Josi Varela, relatou que o ex-companheiro, André Eduardo Alves da Silva, de 40 anos, recusava-se a pagar a pensão e, em diversas ocasiões, não buscava a filha. Segundo Josi, o descumprimento dos pagamentos e as divergências sobre o convívio com a criança provocavam discussões frequentes entre os dois.
Histórico de conflitos e registros policiais
A família informou que a situação já era objeto de registro policial. Segundo a mãe de Mayara, um policial chegou a entrar em contato com a vítima nesta terça-feira (13) para dar continuidade a um boletim de ocorrência registrado anteriormente contra o ex-companheiro.
O suspeito respondia a um processo por violência contra a mulher, injúria e crimes contra a honra, referente a um caso ocorrido em janeiro deste ano. Como a ação tramita sob segredo de Justiça, não foi possível confirmar se o processo é relacionado diretamente ao caso de Mayara.
Desdobramentos e investigação
Após os disparos, que foram ouvidos por testemunhas e pela mãe da vítima, André fugiu do local. Ele foi localizado pela polícia na região do Riacho Fundo e tirou a própria vida na noite desta sexta-feira (16).
O caso está sendo investigado pela 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), que apura as circunstâncias do homicídio e a morte do agressor. Testemunhas relataram que foram ouvidos ao menos três disparos durante a ocorrência.
Mayara havia começado a trabalhar recentemente como recepcionista em uma empresa, segundo informações fornecidas pela família.
